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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Coligação Brasil Pronto Pra Mais aciona TSE contra Flávio Bolsonaro

Grupo acusa o candidato e aliados de disseminarem vídeos manipulados sobre ato na Avenida Paulista ocorrido em 11 de outubro de 2026.

Multidão na Avenida Paulista durante ato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula em ato na Avenida Paulista, alvo de disputa judicial eleitoral. · Foto: Divulgação

A Coligação Brasil Pronto Pra Mais, composta por PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e REDE, formalizou uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e seus aliados. A medida, protocolada nesta segunda-feira, 12/10/2026, busca responsabilizar o grupo pela disseminação de vídeos com informações falsas referentes à manifestação pública realizada por Luiz Inácio Lula da Silva na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 11 de outubro de 2026.

Além de Flávio, o processo inclui os deputados federais Rony Gabriel (Podemos-RS), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), o empresário Pablo Marçal (PRTB-SP) e o Diretório Nacional do Partido Liberal (PL). A ação destaca que a dignidade do debate democrático foi ferida pela veiculação de conteúdos manipulados, que teriam o intuito deliberado de associar os manifestantes a práticas como vandalismo e apologia ao terrorismo.

Conforme aponta a petição, as gravações utilizadas pelos representados para atacar o evento em São Paulo continham cenas capturadas originalmente no Chile, no dia 10 de outubro de 2026. A estratégia de desinformação, segundo a defesa da coligação, extrapola o exercício legítimo da crítica política ao construir uma narrativa depreciativa baseada em fatos inexistentes no contexto brasileiro.

O pedido encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral solicita a remoção imediata dos conteúdos das plataformas Instagram, X, Threads e Facebook no prazo de 24 horas. A coligação pleiteia ainda a aplicação de multa individual de até R$ 30 mil por publicação, além da identificação de outros perfis responsáveis pela disseminação do material. O caso está sob relatoria do ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira e ainda aguarda decisão liminar, sendo passível de recurso pelas partes envolvidas.

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