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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Confrontos em manifestação na UFRN resultam em investigação institucional

Conflito entre grupos políticos opostos interrompeu atividades acadêmicas e motivou acionamento de autoridades policiais e administrativas.

Estudantes e manifestantes em confronto durante ato político dentro da universidade.
Conflito entre grupos políticos dentro do Campus Central da UFRN interrompeu rotina acadêmica. · Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma manifestação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou em confrontos físicos entre grupos de estudantes e opositores políticos nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, nas dependências da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). O episódio, que envolveu parlamentares e integrantes de movimentos estudantis, resultou na interrupção das atividades acadêmicas e na abertura de apurações pelas esferas administrativa e judicial.

O ato, intitulado “Vire à direita: UFRN Anti-Lula”, foi organizado por coletivos como Direita UFRN e Endireita RN no Campus Central. A presença de figuras políticas, incluindo o deputado federal General Girão (PL-RN) e a deputada estadual eleita Camila Araújo (PL-RN), intensificou a polarização no local. De acordo com lideranças do movimento, como Paula Castelo Branco, a pauta visava combater supostas intimidações sofridas por estudantes conservadores, culminando em momentos críticos, como a destruição de um boneco inflável do tipo “Pixuleco”.

As versões sobre a origem da violência são divergentes. Enquanto o General Girão relatou danos ao patrimônio e ataques contra manifestantes, a deputada federal Natália Bonavides e estudantes como Henrique Neiva denunciaram agressões físicas contra militantes contrários ao ato. Em decorrência do cenário, Natália Bonavides acionou a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral, enquanto a deputada Duda Salabert (PSOL-MG) apresentou uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra General Girão, sob a acusação de incitação à violência.

A administração da UFRN afirmou, em nota oficial, que o evento não possuía autorização e provocou danos ao patrimônio, além de colocar em risco a integridade física de alunos e servidores devido ao uso de fogos de artifício e som em volume elevado. A reitoria assegurou que tomará medidas judiciais para responsabilizar os envolvidos. Em Fátima, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), manifestou apoio aos estudantes atingidos e defendeu a apuração rigorosa de possíveis irregularidades.

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