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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Estratégia de rua: Lula e Flávio Bolsonaro apostam em carreatas

Candidatos intensificam mobilizações presenciais para atrair indecisos e reduzir a abstenção na reta final do segundo turno.

Carreata política com apoiadores e veículos nas ruas.
Candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro focam em atos de rua para ampliar engajamento. · Foto: Ricardo Stuckert/Carlos Moura/Agência Senado

Os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), intensificaram suas agendas de campanha por meio de carreatas realizadas em 10 de outubro de 2026. A estratégia visa mobilizar o eleitorado e projetar vitalidade em um cenário de segundo turno com intervalo de 21 dias entre os pleitos.

Para especialistas, as ações de rua funcionam como uma ferramenta de engajamento psicológico. Denilde Holzhacker, cientista política e professora da ESPM, destaca que tais eventos são fundamentais para sinalizar competitividade e reduzir a abstenção. "É um dos pontos centrais de engajamento para diminuir a abstenção. Grupos específicos em regiões específicas, mostrar a força", avalia.

Durante o evento em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro defendeu a redução da maioridade penal como eixo de seu discurso. Em contrapartida, em Natal, Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma carreata acompanhado por Cadu de Lula (PT), onde concentrou suas críticas no possível corte de gastos públicos em programas sociais.

A conquista dos eleitores indecisos permanece como o maior desafio do período. De acordo com Mayra Goulart, professora da UFRJ e coordenadora do Lappcom (Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada), o público-alvo dessas ações é composto por cidadãos com baixa conexão com o debate político. "São pouco conectados com política, que ainda não estão capturados em nenhuma bolha de dissonância cognitiva e nem têm interesse particular", afirma.

Embora as carreatas visem demonstrar força perante o adversário, especialistas alertam que a eficácia eleitoral dependerá da qualidade das mensagens transmitidas. Segundo Holzhacker, o impacto positivo ou negativo sobre o eleitorado neutro será ditado pelo discurso adotado pelos candidatos, complementando o trabalho digital que busca furar as "bolhas" de informação.

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