Estratégias eleitorais definem caminhos para o Governo do Rio Grande do Norte
Allyson Bezerra foca na Região Metropolitana e Mossoró, enquanto Cadu de Lula busca votos no interior com apoio do Governo Federal.
A disputa pelo comando do Poder Executivo do Rio Grande do Norte intensifica-se nesta terça-feira, 20/10/2026, com os candidatos adotando frentes de atuação divergentes para atrair o eleitorado. Enquanto o postulante do União Brasil, Allyson Bezerra, prioriza o fortalecimento em redutos estratégicos como Natal, sua Região Metropolitana e Mossoró, o candidato do PT, Cadu de Lula, aposta na expansão de alianças pelo interior, ancorado na transferência de popularidade do presidente Lula.
A mobilização em Natal, onde Cadu de Lula liderou o primeiro turno, ganhou novos contornos nesta terça-feira, 20/10/2026. Allyson Bezerra obteve o reforço político do prefeito Paulinho Freire, da deputada federal eleita Nina Souza e de parlamentares municipais. O movimento busca reverter o cenário na capital, estendendo-se à Região Metropolitana com o respaldo de figuras como as prefeitas Nilda, em Parnamirim, e Jussara Sales, em Extremoz, além dos prefeitos Emídio Júnior, em Macaíba, e Jaime Calado, em São Gonçalo do Amarante.
Já em Mossoró, cidade onde Allyson Bezerra pavimentou sua trajetória, o candidato busca consolidar o desempenho do primeiro turno, quando obteve 82.286 votos frente aos 44.202 de seu adversário. A localidade permanece como o pilar da narrativa de gestão do candidato do União Brasil.
Em contrapartida, Cadu de Lula busca capilarizar sua campanha no interior. Entre as adesões recentes, destacam-se as lideranças em Nova Cruz, com o prefeito Joquinha e o ex-prefeito Flávio de Beroi, e em São José de Mipibu, com o prefeito Zé Figueiredo. Em Assú, o apoio do deputado estadual eleito Dr. Gustavo Soares reforça a estrutura petista, que mantém a vinculação direta com a imagem de Lula como estratégia central de comunicação.
O cenário é marcado por um equilíbrio técnico, com Allyson Bezerra somando 733.809 votos e Cadu de Lula, 718.300 no primeiro pleito — uma margem de apenas 15.509 votos. Embora as novas alianças reconfigurem os palanques locais, cientistas políticos ressaltam que não há garantia de transferência automática de votos. O desfecho desta disputa será conhecido no dia 25 de outubro de 2026.

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