Fim da escala 6×1 pode gerar conta de R$ 811 milhões para prefeituras do RN
Estimativa da Femurn aponta rombo anual de R$ 811 milhões nos cofres das cidades potiguares após decisão do Senado.
O Senado federal aprovou o fim da escala 6x1, medida que impacta diretamente a organização administrativa e financeira de todos os entes federativos, com reflexos imediatos nos orçamentos locais, decisão comunicada em 20/10/2026. A mudança visa ampliar o tempo de descanso e melhorar a dignidade dos trabalhadores, mas a Federação dos Municípios do RN (Femurn) projeta um custo adicional de R$ 811 milhões anuais para as prefeituras potiguares.
José Augusto, presidente da Femurn, destaca que o montante bilionário refere-se, majoritariamente, aos contratos de terceirização de mão de obra. Áreas vitais como saúde, educação, limpeza urbana e vigilância são as mais expostas ao aumento dos custos operacionais. O cálculo do impacto definitivo ainda está em fase de apuração técnica, mas os dados iniciais já geram apreensão entre os gestores sobre a manutenção dos serviços essenciais à população.
A implementação da nova carga horária impõe um dilema federativo, uma vez que o Congresso consolidou a mudança, mas não detalhou as fontes de custeio para os entes municipais. Enquanto a sociedade celebra o avanço no bem-estar social, as 167 cidades do Rio Grande do Norte enfrentam o desafio de equilibrar orçamentos já pressionados sem sacrificar o atendimento aos cidadãos.
A decisão ainda carece de regulamentação final, sendo este um ponto de atenção para os prefeitos que buscam alternativas legais para absorver o impacto. O impasse entre o direito dos trabalhadores e a sustentabilidade das contas públicas coloca Brasília e as administrações municipais em uma rota de negociação urgente sobre o financiamento da medida.

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