Ir para o conteúdo
Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Flávio Bolsonaro aciona TSE para retirar do ar site que critica propostas de governo

A campanha do senador contesta a plataforma que lista possíveis impactos negativos de sua gestão em serviços públicos e aponta suposto anonimato ilegal.

Imagem representativa da interface do site O que está em jogo
Site 'O que está em jogo' foi alvo de representação pela campanha do senador. · Foto: Reprodução

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) protocolou uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a remoção imediata da plataforma online intitulada “O que está em jogo“. A medida foi formalizada neste domingo, 11/10/2026, sob a alegação de que o conteúdo dissemina informações falsas sobre o impacto de suas propostas econômicas nos serviços essenciais mantidos pelo Estado.

O site em questão, desenvolvido pelo perfil @Xyksper, oferece aos cidadãos a possibilidade de consultar indicadores de diversas cidades, como a quantidade de unidades do SUS, escolas e beneficiários do programa Bolsa Família. A ferramenta cruza esses dados com a meta da candidatura de alcançar um superávit primário de 1,5% no primeiro ano de mandato, sugerindo que o corte de gastos públicos poderia comprometer a manutenção desses auxílios e estruturas.

Ao contestar a legitimidade do portal, a defesa de Flávio Bolsonaro afirma que as premissas apresentadas pela página distorcem o plano de governo registrado formalmente junto à Corte. O documento oficial, segundo a campanha, garante a manutenção de todos os programas sociais vigentes, assegurando que o apoio estatal às famílias em situação de vulnerabilidade permanecerá inalterado.

Além da divergência ideológica sobre o conteúdo, o PL questiona a natureza da plataforma, classificando-a como uma estrutura anônima voltada para a propagação de inverdades. A defesa invoca o artigo 57-D da Lei nº 9.504/1997, que veda o anonimato na propaganda eleitoral, e solicita que o TSE identifique os responsáveis pela concepção e hospedagem do site.

O pedido de indisponibilização total da página, bem como a investigação para identificar os criadores, foi distribuído para análise da ministra Estela Aranha. A decisão sobre a retirada do site ainda não foi proferida, restando à Corte avaliar se há violação direta da legislação eleitoral ou se a ferramenta configura um exercício legítimo de crítica política.

Leia também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000