Luiz Inácio Lula da Silva reage a vídeo de criança com arma no RN
Presidente manifesta perplexidade após registro de menor com artefato em ato político em Parnamirim; caso segue sob apuração da Polícia Civil.
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), manifestou publicamente nesta sexta-feira, 09 de outubro de 2026, sua perplexidade diante de um vídeo que circula nas redes sociais, no qual uma criança aparece manuseando uma suposta arma durante um ato político realizado em Parnamirim, na Grande Natal. A exposição da criança ao objeto gerou uma investigação imediata por parte da Polícia Civil, buscando esclarecer a origem do item e as circunstâncias da exibição.
"Eu fiquei perplexo ao ver uma criança em cima do carro, receber uma arma do pai e ficar levantando a arma", declarou Luiz Inácio Lula da Silva. A situação, que coloca em xeque a proteção integral que deve ser garantida à infância, desencadeou providências imediatas. O Conselho Tutelar de Parnamirim informou que a mãe do menor, que compartilha a guarda com o pai, tomou conhecimento do episódio pela internet e solicitou medidas para obter a guarda unilateral, visando salvaguardar o bem-estar do filho.
Ao abordar o ocorrido, Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou para criticar a política de armamento implementada durante o Governo Jair Bolsonaro. O presidente argumentou que o acesso facilitado a armas de fogo representa um risco direto à sociedade e defendeu que o país necessita de investimentos em segurança pública, educação e cultura, distanciando-se do discurso armamentista. O embate político ocorre em um momento decisivo da campanha, com o candidato citando a oposição, representada na figura de aliados de Flávio Bolsonaro, como defensores de políticas contrárias ao seu plano de governo.
O processo investigativo segue em curso pela Polícia Civil, sem previsão de encerramento, e cabe às autoridades verificar se houve crime de perigo para menor ou infração ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A repercussão do caso acende um alerta sobre a necessidade de preservar crianças de ambientes de hostilidade e violência durante períodos eleitorais.

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