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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Lula retorna às ruas em Ceilândia e Natal após reestruturar campanha eleitoral

Após reorganizar a equipe e admitir falhas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prioriza apoios locais no segundo turno das eleições.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva acenando para apoiadores durante ato público.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento de campanha. · Foto: 22.08.2026 - Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou a presença em atos públicos de campanha no segundo turno das eleições, com foco em impulsionar candidaturas petistas em regiões estratégicas, em decisão consolidada após dias de reavaliação interna. A movimentação, confirmada em 09/10/2026, marca uma mudança de postura do Executivo após críticas severas à organização da legenda no primeiro pleito.

O primeiro compromisso ocorre em Ceilândia (DF), onde Luiz Inácio Lula da Silva apoia a candidatura de Leandro Grass (PT) contra Celina Leão (PP). A escolha pela região administrativa mais populosa do Distrito Federal visa reverter o cenário atual, no qual o candidato petista busca recuperar terreno diante da governadora após o resultado de 04/10/2026.

A agenda se estende a Natal (RN) em 10/10/2026, em um esforço direto para alavancar a candidatura de Cadu junto ao eleitorado potiguar na disputa contra Alysson Bezerra (União). O presidente reconheceu, em encontro com parlamentares realizado em 08/10/2026, que a performance eleitoral anterior foi prejudicada pela desorganização partidária. Em fala direta ao presidente do PT, Edinho, o líder do Executivo afirmou que a estrutura desta campanha foi a menos organizada em sua trajetória desde 1989.

Para corrigir o curso, a campanha passou por ajustes profundos. Rui Costa, ex-governador da Bahia, assume papel central na coordenação de agendas, substituindo a dinâmica anterior liderada por Gilberto Carvalho. O objetivo é intensificar o contato com a base social, incluindo trabalhadores autônomos, e reduzir a distância nas pesquisas em relação a Flávio Bolsonaro (PL).

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