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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Política

Rogério Marinho admite desistir de candidatura ao Senado em favor de Tereza Cristina

Senador do PL-RN condiciona manutenção de sua postulação à competitividade eleitoral. Decisão final será tomada até o final de 2026 para unificar o grupo.

Os senadores Tereza Cristina e Rogério Marinho na bancada do plenário do Senado
Os senadores Tereza Cristina e Rogério Marinho na bancada do plenário do Senado · Foto: Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN) em sessão no plenário do Senado, em imagem de arquivo — Carlos Moura/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) decidiu que está disposto a retirar sua candidatura à presidência do Senado para apoiar a senadora Tereza Cristina (PP-MS), caso a colega apresente maior potencial para vencer a eleição da Casa. A definição sobre qual nome encabeçará a chapa da oposição será tomada após avaliações conjuntas entre os parlamentares até o final de 2026, com o objetivo de garantir a vitória do grupo contra o atual comando do Senado.

A declaração foi feita em entrevista ao Jornal da Globo na noite de quinta-feira, 05/11/2026. Ao ser questionado sobre a possibilidade de abrir mão da disputa em prol da senadora, Rogério Marinho foi taxativo ao afirmar que o projeto não é pessoal, mas sim uma estratégia para ocupar a Presidência do Senado. O parlamentar ressaltou que a reciprocidade do acordo também se aplica caso ele demonstre maior capacidade de atrair votos dos colegas senadores.

Atualmente, o grupo político de oposição, composto pelo PL e pelo Novo, soma 32 cadeiras no Senado. Para alcançar o comando da Casa na eleição marcada para 1º de fevereiro de 2027, são necessários 41 votos. Rogério Marinho, que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, sustenta que o Parlamento precisa recuperar sua credibilidade institucional e encerrar o que classificou como uma postura omissa em relação à fiscalização e à abertura de CPIs.

Em relação à pauta de impeachment de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador defendeu que pedidos protocolados sigam os ritos previstos na Procuradoria do Senado. Rogério Marinho reforçou que não pretende transformar a gestão em uma pauta monotemática ou pautada por vingança, mas destacou que a Constituição deve ser aplicada a todos. Sobre Alexandre de Moraes, ele afirmou que não fará pré-julgamentos, garantindo que, se um processo for aberto, o magistrado terá o devido direito à ampla defesa.

Embora faça oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Rogério Marinho declarou que, se eleito, manteria uma relação estritamente institucional com o Executivo. O foco de sua plataforma reside no ajuste fiscal, na revisão de pontos da reforma tributária e no fim da reeleição, visando frear o crescimento das despesas públicas e fortalecer a independência do Senado Federal.

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