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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

PL articula apoio a Hugo Motta na Câmara enquanto mantém aposta em Rogério Marinho no Senado

Partido negocia para evitar isolamento na divisão de comissões e busca protagonismo na sucessão das Casas legislativas.

Edifício do Congresso Nacional em Brasília.
Lideranças do PL discutem estratégias para a sucessão nas presidências da Câmara e do Senado. · Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A cúpula do PL definiu como estratégia prioritária o apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados, enquanto insiste em lançar um nome próprio para comandar o Senado: o senador Rogério Marinho (PL-RN). A decisão, consolidada neste sábado, 31/10/2026, visa assegurar que a maior bancada do Legislativo mantenha influência real na distribuição de comissões e cargos, evitando o isolamento político na nova legislatura.

O partido convocou seus integrantes para uma reunião estratégica agendada para a próxima terça-feira (3), às 18h. O encontro servirá para alinhar a bancada, que chegou a cogitar candidaturas próprias na Câmara com nomes como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Altineu Côrtes (PL-RJ), mas recuou diante da percepção de que Hugo Motta consolidou uma maioria confortável, incluindo o apoio oficial do PT.

A preocupação central do PL reside no sistema de proporcionalidade. Na Câmara, os maiores blocos parlamentares têm preferência na escolha das presidências das comissões. Sem integrar o bloco de Motta, a sigla corre o risco de perder o controle da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), um posto estratégico que é o objetivo central do deputado Nikolas Ferreira (PL).

No Senado, o cenário é tratado como mais complexo. Embora nomes como Guilherme Derrite (PP), Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS) devam caminhar com a oposição, o atual presidente da Casa, Alcolumbre, alega ter votos suficientes para a reeleição. A disputa envolve não apenas a liderança da Casa, mas o destino de pedidos de impeachment contra ministros do STF e a futura agenda de indicações de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tribunais superiores.

Com a maior bancada em ambas as Casas — somando 121 deputados e 28 senadores —, o PL busca equilibrar a resistência de sua ala mais radical à gestão de Lula com a necessidade pragmática de manter relevância institucional nos próximos anos.

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