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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Rogério Marinho confirma que PL não apoiará Allyson no Rio Grande do Norte

O impasse ocorreu após Allyson Bezerra não firmar compromisso com a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República; parlamentares do PL terão liberdade individual.

Rogério Marinho em coletiva de imprensa discutindo alianças do PL no Rio Grande do Norte.
Senador Rogério Marinho anunciou a posição do PL no Rio Grande do Norte após o primeiro turno das eleições. Foto: Robeson Dantas/Inter TV Cabugi.

O Partido Liberal (PL) anunciou oficialmente que não apoiará a candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno da disputa pelo governo do Rio Grande do Norte, decisão formalizada nesta sexta-feira, 09/10/2026. A medida foi comunicada pelo senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, após o candidato estadual se recusar a declarar apoio formal a Jair Messias Bolsonaro na corrida presidencial.

A definição reflete o choque de interesses entre o alinhamento ideológico do PL e a postura de neutralidade adotada por Allyson Bezerra. Segundo Rogério Marinho, houve uma tratativa inicial entre as partes, mas as negociações foram interrompidas diante da negativa do candidato do União Brasil em respaldar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Para o senador, a ausência de reciprocidade política inviabiliza uma coligação oficial.

Embora a cúpula do partido tenha optado por não endossar a candidatura de Allyson, a orientação não impõe uma proibição absoluta aos correligionários. Rogério Marinho enfatizou que o PL mantém uma postura de oposição intransigente ao PT, representado por Cadu de Lula. Diante disso, cada representante do partido terá autonomia para decidir individualmente como agir na disputa estadual, podendo optar pela abstenção ou pelo voto pessoal no candidato do União Brasil.

A decisão impacta diretamente o cenário para o pleito marcado para 25 de outubro de 2026. No primeiro turno, Allyson Bezerra liderou a votação com 36,94% dos votos, seguido por Cadu de Lula, que obteve 36,16%. A ausência de um apoio oficial do PL, legenda que integrava a base do terceiro colocado Álvaro Dias, altera a dinâmica de transferência de votos nesta reta final da campanha no Rio Grande do Norte.

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