Senadores do PL se abstêm de votar o fim da escala 6x1 no Senado Federal
Sergio Moro, Marcio Bittar e Rogério Marinho não registraram voto na matéria. Proposta de redução de jornada segue agora para promulgação.
O Senado Federal definiu a aprovação da Proposta de Emenda à Constitução (PEC) que estabelece o fim da escala 6x1, garantindo dois dias de folga semanal ao trabalhador, por meio de votação expressiva de 75 votos favoráveis contra apenas um contrário, durante sessão realizada em 14 de outubro de 2026. A medida, que altera a dinâmica do mercado de trabalho brasileiro, impacta diretamente a dignidade dos profissionais ao permitir uma conciliação mais equilibrada entre vida pessoal e ocupação laboral.
Durante a votação, três senadores optaram pela abstenção em ambos os turnos: Sergio Moro (PL-PR), Marcio Bittar (PL-AC) e Rogério Marinho (PL-RN). A postura dos parlamentares ocorre em um momento em que a sociedade debate a modernização das jornadas laborais. O único voto contrário ao texto partiu do senador Hamilton Mourão.
Outros parlamentares registraram participações distintas ao longo da tramitação: Ciro Nogueira (PP-PI) não votou no primeiro turno, mas apoiou a proposta no segundo, enquanto o Dr. Hiran (PP-RR) votou a favor inicialmente, mas não participou do registro no segundo turno. A sessão foi presidida por Davi Alcolumbre (União-AP), que, por sua função, não votou.
Após a chancela do Legislativo, a PEC segue para promulgação pelo Executivo. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) projeta que a formalização ocorra em 15 de outubro de 2026 ou nos dias subsequentes. Uma vez promulgada, inicia-se um prazo de dois meses para a vigência da nova jornada, que cairá de 44 para 42 horas semanais. A transição total, atingindo o limite de 40 horas, ocorrerá em um ano, sem prejuízo salarial aos trabalhadores.

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