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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

TRE-RN desmente boato sobre urna eletrônica durante Eleições 2026

Justiça Eleitoral esclarece que nome de praia da Bahia exibido em urna de Natal refere-se à versão do sistema operacional e não indica irregularidades.

Urna eletrônica durante o processo de votação nas Eleições 2026.
Urnas eletrônicas em Natal operam normalmente após esclarecimento técnico do TRE-RN. · Crédito: Nelson Jr./Ascom/TSE

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) esclareceu, em 25/10/2026, a origem de uma informação falsa que gerou preocupação entre eleitores na cidade de Natal. A polêmica surgiu quando um eleitor, ao comparecer ao Colégio Contemporâneo, no bairro de Potilândia, visualizou a expressão “Praia da Barra do Cahy” na tela de uma urna eletrônica e suspeitou de uma suposta configuração indevida para o estado da Bahia.

A Justiça Eleitoral prontamente negou qualquer irregularidade, explicando que o termo em questão é apenas o nome atribuído à versão do sistema operacional que equipa as urnas em todo o Brasil nas Eleições 2026. A identificação técnica não guarda relação com a localização geográfica da urna, com o rol de candidatos ou com o processo de apuração dos votos.

O uso de nomes temáticos para os sistemas das urnas é uma prática adotada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2012. A escolha por “Praia da Barra do Cahy”, localizada no município de Prado, na Bahia, segue a tradição de homenagear a geografia e a cultura brasileira. Essa convenção é similar à estratégia utilizada por grandes empresas de tecnologia, que nomeiam versões de sistemas como Android e Ubuntu para facilitar o controle técnico e a organização de suporte.

O TRE-RN ressaltou que a configuração correta de cada seção eleitoral ocorre exclusivamente no momento do carregamento dos dados dos eleitores e dos candidatos. Esse procedimento é independente da nomenclatura do software. Histórico de codinomes anteriores inclui nomes como “Rio São Francisco” (2014), “Macunaíma” (2018), “Onça-pintada” (2022) e “Tupiniquim” (2024), reforçando que a denominação é puramente técnica.

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