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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Cidades

Aeroporto Internacional de Natal atinge sustentabilidade com Nível 4 em certificação

Terminal em São Gonçalo do Amarante reduziu 56% das emissões e planeja autossuficiência energética com usina solar de R$ 24 milhões até o final de 2026.

Vista aérea das instalações do Aeroporto Internacional de Natal em São Gonçalo do Amarante.
O Aeroporto Internacional de Natal obteve reconhecimento internacional por reduzir emissões de gases de efeito estufa. · Foto: Divulgação

O Aeroporto Internacional de Natal, localizado em São Gonçalo do Amarante, conquistou o Nível 4 da certificação internacional Airport Carbon Accreditation (ACA) nesta quarta-feira, 14/10/2026, consolidando seu compromisso com a descarbonização das operações aeroportuárias. A decisão, chancelada pela Airports Council International (ACI), reconhece o desempenho ambiental do terminal, que reduziu suas emissões de carbono em 56% entre 2024 e 2025.

A queda expressiva — de 1.668 para 738 toneladas de CO₂ equivalente — é resultado direto de uma gestão eficiente implementada pela Zurich Airport Brasil. A mudança impacta positivamente a comunidade local ao mitigar a pegada ambiental de um dos principais vetores de conectividade do Rio Grande do Norte, alinhando a operação aérea a padrões globais de responsabilidade climática.

A estratégia de redução baseou-se na migração para energia 100% renovável e na otimização da climatização. Desde maio de 2025, o terminal adotou sistemas de fornecimento de energia e climatização para aeronaves em solo. Esta tecnologia substituiu o uso das APUs, unidades auxiliares movidas a combustível, evitando a emissão de 1.616 toneladas de CO₂ equivalente até outubro de 2026.

Para sustentar a meta de emissões líquidas zero até 2040, o aeroporto prepara a inauguração de uma usina solar fotovoltaica. Com um investimento de R$ 24 milhões, o projeto visa a autossuficiência energética do complexo e deve entrar em operação até o fim de 2026. A certificação ACA, que exige auditoria técnica independente, coloca o terminal potiguar como o segundo do Norte-Nordeste e o quinto do Brasil a alcançar este nível de rigor, equiparando-se a operações de referência em Florianópolis (SC), Vitória (ES) e Macaé (RJ).

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