Justiça do Rio Grande do Norte concede proteção a advogada após ameaças em Umarizal
Defesa de vítima agredida após eleições relata intimidação por parte do irmão do suspeito. Decisão judicial inclui proibição de contato e suspensão de posse de arma.
A Justiça do Rio Grande do Norte concedeu medidas protetivas à advogada Helena Belmont, que representa Clara Thaís Silva Maia, após ela ser alvo de intimidação pelo irmão do suspeito de tentar matar a jovem. A decisão, proferida nesta quarta-feira, 04/11/2026, visa assegurar a integridade física da profissional, que relatou ter sido pressionada a silenciar sobre a motivação política do crime ocorrido em Umarizal, RN.
De acordo com o registro policial, Edney Marlley de Souza Ferreira entrou em contato com a advogada por meio de redes sociais exigindo que ela interrompesse declarações à imprensa sobre o caso. Helena, que teme por sua segurança, apontou às autoridades que o homem possui ligação com clubes de tiro e histórico de envolvimento em outros inquéritos, o que aumenta a gravidade da ameaça no exercício da advocacia.
Diante do risco, o Poder Judiciário impôs restrições severas: Edney está proibido de manter qualquer forma de comunicação — seja por telefone, mensagens ou e-mail — com a vítima, seus familiares e testemunhas do processo. Além disso, a Justiça determinou a suspensão imediata do seu direito à posse de armas.
O caso, que chocou o país, teve início em 25 de outubro, quando Clara Thaís Silva Maia foi atacada com quatro golpes de faca no pescoço após celebrar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O namorado da vítima, Eduardo Ronald Ferreira, apoiador de Flávio Bolsonaro, foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada. Após período na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Mossoró, Clara recebeu alta hospitalar em 03 de novembro de 2026.

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