Ministério Público e Polícia Civil apuram caso de criança exposta com simulacro em Parnamirim
Procedimentos investigam exposição de menor durante evento político; conselho tutelar acompanha caso e orienta regularização da guarda.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu dois procedimentos destinados a apurar possíveis responsabilidades criminais e assegurar a proteção de uma criança filmada sobre o teto de um veículo empunhando um objeto semelhante a uma arma de fogo. O episódio ocorreu durante uma comemoração pós-eleitoral em 04 de outubro de 2026, em Parnamirim, na região da Grande Natal, conforme apurado em 09 de outubro de 2026.
As investigações conduzidas pelas Promotorias de Justiça da Infância e Juventude de Parnamirim correm sob sigilo para preservar a identidade do menor. Paralelamente, a Polícia Civil realiza diligências para identificar a natureza do item, tratado inicialmente como um possível simulacro de arma de fogo. A mãe da criança declarou ao Conselho Tutelar que o objeto seria um brinquedo presenteado pelo pai.
A situação gerou reflexos imediatos na rotina do menino, que precisou de suporte pedagógico e psicológico após a ampla repercussão das imagens nas redes sociais. A conselheira tutelar Amanda Melo, que acompanhou o atendimento, reforçou a importância do ambiente seguro e da necessidade de formalizar a guarda judicialmente, visto que os pais, separados há oito anos, mantinham apenas um acordo verbal.
O Instituto Potiguar de Direitos Humanos (IPDH) protocolou uma Notícia de Fato ao MPRN, reforçando a necessidade de aplicar os preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para garantir a proteção integral da criança. Enquanto as esferas cível e criminal analisam a existência de ilícitos, o Conselho Tutelar mantém o monitoramento para garantir a integridade emocional do jovem.

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