Polícia Civil indicia quatro pessoas após desabamento fatal em Portalegre
A investigação concluiu que obra em estabelecimento comercial não possuía alvará ou responsável técnico; dois homens perderam a vida em 23 de julho de 2026.
A Polícia Civil indiciou quatro pessoas por duplo homicídio culposo após concluir que a marquise que desabou sobre dois clientes em Portalegre, na Região Alto Oeste do Rio Grande do Norte, foi construída sem alvará e sem qualquer acompanhamento de responsável técnico habilitado. A decisão, que busca responsabilizar os envolvidos pela negligência que resultou em tragédia, foi consolidada em inquérito enviado nesta quinta-feira, 01/10/2026, ao Ministério Público Estadual.
O desabamento ocorreu no dia 23 de julho de 2026, atingindo José Janderson Alves da Silva, de 30 anos, e Wallison Faustino da Silva Rocha, de 35 anos. Ambos estavam sentados na calçada de uma adega quando a estrutura metálica cedeu, interrompendo abruptamente suas vidas e deixando um rastro de luto na comunidade local.
Segundo a perícia técnica, o colapso da estrutura foi causado pela combinação de execução irregular, falta de normas de segurança e ausência de medidas de isolamento. "Os exames apontaram que o desabamento ocorreu em decorrência da combinação entre a execução irregular da obra, o descumprimento de normas técnicas e de segurança e a influência das condições climáticas", detalhou a Polícia Civil em nota.
Os indiciados incluem o mestre de obras, dois pedreiros e a proprietária do imóvel. Agora, cabe ao Ministério Público Estadual analisar as provas colhidas — que incluem depoimentos, perícias de engenharia e imagens de segurança — para decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.
No dia do acidente, o resgate foi mobilizado pelo Corpo de Bombeiros, pela Polícia Militar e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços das equipes de Pau dos Ferros, as vítimas não resistiram aos ferimentos. A investigação reforça a importância vital da regularização de obras para garantir a segurança pública e preservar vidas.

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