Polícia Civil indicia quatro pessoas após desabamento fatal em Portalegre
Investigação aponta negligência em obra sem alvará que resultou na morte de dois clientes em adega no Alto Oeste potiguar.
A Polícia Civil concluiu as investigações sobre o desabamento de uma marquise que vitimou dois homens em Portalegre, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte, resultando no indiciamento de quatro pessoas por duplo homicídio culposo. A decisão, comunicada nesta quinta-feira, 01/10/2026, ocorre após a apuração identificar que a obra no imóvel era realizada sem alvará e sem qualquer acompanhamento de responsável técnico habilitado, negligenciando normas básicas de segurança.
Os indiciados incluem o mestre de obras, dois pedreiros que executavam o serviço e a proprietária do imóvel. O inquérito foi remetido ao Ministério Público Estadual, órgão que agora analisará o material probatório para decidir se oferecerá denúncia à Justiça. Cabe ressaltar que o indiciamento é um passo preliminar na apuração de responsabilidades criminais.
O incidente aconteceu em 23 de julho de 2026, quando José Janderson Alves da Silva, de 30 anos, e Wallison Faustino da Silva Rocha, de 35 anos, estavam sentados em uma mesa na calçada de uma adega localizada no Centro da cidade. A estrutura cedeu subitamente, atingindo as vítimas, que não resistiram aos ferimentos e faleceram no local.
Conforme o relatório pericial da Polícia Civil, o desabamento foi provocado por uma combinação de fatores: execução irregular do serviço, ausência de isolamento da área e influências climáticas que sobrecarregaram uma estrutura sem suporte técnico. A investigação incluiu depoimentos, análises de imagens de câmeras de segurança e diligências junto à Prefeitura de Portalegre.
No dia do ocorrido, o socorro foi mobilizado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Pau dos Ferros, pela Polícia Militar e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O sargento Genilson Ferreira, da Polícia Militar, acompanhou o resgate, que precisou interromper o fornecimento de energia elétrica na região por precaução. A tragédia expõe os riscos fatais impostos pela informalidade em construções urbanas e a importância da fiscalização técnica em estabelecimentos comerciais.

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