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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Polícia Civil indicia quatro pessoas após desabamento fatal em Portalegre

Investigação aponta negligência em obra sem alvará que resultou na morte de dois clientes em adega no Alto Oeste potiguar.

Portalegre
Foto: Sacavem1 and http://pt.wikipedia.org/wiki/Usu%C3%A1rio:Sacavem (wikipédia user) (CC BY-SA 3.0) via Wikimedia Commons

A Polícia Civil concluiu as investigações sobre o desabamento de uma marquise que vitimou dois homens em Portalegre, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte, resultando no indiciamento de quatro pessoas por duplo homicídio culposo. A decisão, comunicada nesta quinta-feira, 01/10/2026, ocorre após a apuração identificar que a obra no imóvel era realizada sem alvará e sem qualquer acompanhamento de responsável técnico habilitado, negligenciando normas básicas de segurança.

Os indiciados incluem o mestre de obras, dois pedreiros que executavam o serviço e a proprietária do imóvel. O inquérito foi remetido ao Ministério Público Estadual, órgão que agora analisará o material probatório para decidir se oferecerá denúncia à Justiça. Cabe ressaltar que o indiciamento é um passo preliminar na apuração de responsabilidades criminais.

O incidente aconteceu em 23 de julho de 2026, quando José Janderson Alves da Silva, de 30 anos, e Wallison Faustino da Silva Rocha, de 35 anos, estavam sentados em uma mesa na calçada de uma adega localizada no Centro da cidade. A estrutura cedeu subitamente, atingindo as vítimas, que não resistiram aos ferimentos e faleceram no local.

Conforme o relatório pericial da Polícia Civil, o desabamento foi provocado por uma combinação de fatores: execução irregular do serviço, ausência de isolamento da área e influências climáticas que sobrecarregaram uma estrutura sem suporte técnico. A investigação incluiu depoimentos, análises de imagens de câmeras de segurança e diligências junto à Prefeitura de Portalegre.

No dia do ocorrido, o socorro foi mobilizado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Pau dos Ferros, pela Polícia Militar e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O sargento Genilson Ferreira, da Polícia Militar, acompanhou o resgate, que precisou interromper o fornecimento de energia elétrica na região por precaução. A tragédia expõe os riscos fatais impostos pela informalidade em construções urbanas e a importância da fiscalização técnica em estabelecimentos comerciais.

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