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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Redemoinhos de vento atingem municípios do interior do RN

Especialistas explicam que altas temperaturas e baixa umidade favorecem a formação desses ventos no Rio Grande do Norte.

Redemoinhos de vento registrados em área rural do Rio Grande do Norte.
Redemoinhos são registrados no interior do RN — Foto: Cedida

Moradores de municípios do interior do Rio Grande do Norte registraram a formação de redemoinhos de vento na sexta-feira, 30 de outubro de 2026. As ocorrências foram documentadas em Serrinha dos Pintos, por volta das 11h30, e em Tenente Laurentino Cruz, ao meio-dia, trazendo atenção para as condições climáticas extremas que afetam a rotina das comunidades locais.

De acordo com o climatologista José Espínola, a manifestação desses fenômenos é recorrente nesta época do ano e está diretamente associada ao calor intenso e à baixa umidade do ar. Estações meteorológicas da região indicaram temperaturas entre 37°C e 38°C, com umidade relativa variando entre 20% e 30% no período da tarde.

A formação dos redemoinhos ocorre devido à alta incidência de radiação solar sobre o solo, que, com pouca cobertura de nuvens, aquece a superfície de forma desigual. Esse processo gera correntes de ar localizadas que ganham movimento rotativo. O especialista esclarece que a energia térmica dissipada pelo solo transforma-se em ventos, criando as colunas de ar observadas.

Embora visualmente impressionantes, o climatologista reforça que o evento é uma resposta natural da atmosfera às condições de aridez. A previsão indica que, durante o período de transição para a pré-estação chuvosa — que compreende novembro, dezembro e janeiro —, os redemoinhos poderão continuar ocorrendo em diversos pontos do estado.

O impacto do fenômeno El Niño, que causa o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, também tem sido monitorado como um fator que potencializa as altas temperaturas registradas no Rio Grande do Norte. A orientação técnica é que a população compreenda a natureza sazonal do evento, reiterando que a circulação de vídeos nas redes sociais reflete a facilidade atual de registro, e não necessariamente uma anormalidade climática.

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