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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Cidades

Reitor da UFRN abre processo interno após confronto entre militantes e estudantes

Gestão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte acionará MPF e TRE-RN para investigar agressões e danos ao patrimônio ocorridos durante ato político.

Registro do tumulto ocorrido nas dependências da UFRN.
Confronto ocorreu no campus central da UFRN entre militantes do Partido Liberal e estudantes. · Foto: Cícero Oliveira/UFRN

A administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) decidiu instaurar um processo administrativo para apurar as responsabilidades sobre o conflito registrado no campus central, em Natal. A medida foi anunciada por José Daniel Diniz Melo, reitor da instituição, na terça-feira, 20/10/2026, com o objetivo de investigar a dinâmica das agressões físicas e os danos causados ao patrimônio universitário durante uma manifestação política.

A decisão, formalizada após uma reunião de avaliação realizada na mesma data, visa assegurar a integridade do ambiente acadêmico e a preservação das normas de convivência. O reitor confirmou que o caso será remetido ao Ministério Público Federal (MPF), à Procuradoria Federal e ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), instâncias que avaliarão possíveis infrações legais cometidas durante o tumulto.

O episódio de tensão ocorreu na segunda-feira, 19/10/2026, nas proximidades do acesso 3, entre os setores III e IV do campus. Relatos indicam que o embate envolveu militantes do Partido Liberal (PL), incluindo a presença do deputado federal General Girão e da vereadora de Natal e deputada estadual eleita Camila Araújo, e estudantes da instituição. Imagens captadas por dispositivos móveis registraram o momento de empurrões e agressões, forçando a intervenção da Diretoria de Segurança Patrimonial da UFRN para conter o grupo.

José Daniel Diniz Melo destacou que, embora a universidade seja um espaço de pluralidade e liberdade de expressão, a conduta violenta é inaceitável. “A universidade reitera o respeito à liberdade de expressão, mas não pode admitir violência e desrespeito à instituição e à sua comunidade”, declarou o reitor em nota oficial. Até o momento, o Partido Liberal (PL) do Rio Grande do Norte não se manifestou sobre o ocorrido.

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