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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Ciência & Saúde

Uern conquista patente de método inovador para tratamento de água em poços de petróleo

O novo processo simplifica a purificação da água utilizada na extração de óleo, reduzindo custos operacionais e resíduos industriais em parceria com a PetroReconcavo.

Trabalhador em campo de extração de petróleo da PetroReconcavo
Trabalhador de macacão laranja e capacete branco agachado junto a tubulações verdes numa instalação de petróleo, tema da 11ª patente da Uern · Foto: Divulgação/Uern

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) obteve do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a patente de um sistema que trata, em uma única etapa e com um reagente exclusivo, a água que emerge junto com o petróleo nos poços de extração. A conquista, anunciada oficialmente em 06 de novembro de 2026, representa a 11ª patente de invenção da instituição, consolidando a capacidade técnica da universidade em responder a desafios reais da indústria.

Desenvolvido no Departamento de Química, o trabalho é fruto de uma colaboração estratégica com a PetroReconcavo, que opera campos terrestres na Bacia Potiguar. Sob o título “Método de amaciamento na dureza da água produzida de petróleo em único estágio empregando carbonatos”, a inovação foi liderada pelos pesquisadores Vinícius Patrício Caldeira, Ana Laura Fernandes, Weslen Ismael de Miranda e Anne Gabriella Dias. O projeto contou com apoio do Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação (MAI/DAI), fomentado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Eficiência operacional e sustentabilidade

A água produzida durante a extração de petróleo é carregada de minerais como cálcio e magnésio, que provocam incrustações corrosivas em equipamentos, elevando os custos de manutenção e comprometendo a segurança. O método tradicional costuma ser moroso e dispendioso, exigindo múltiplas etapas e variados agentes químicos. A nova solução da Uern inverte essa lógica ao utilizar apenas solução de carbonato de sódio ou de potássio.

“O processo superou obstáculos técnicos ao permitir, em uma única fase, um efluente tratado e um resíduo sólido de composição definida. Isso permite que esse subproduto seja aproveitado como matéria-prima pela indústria química, gerando valor econômico em vez de impacto ambiental”, explica Vinícius Patrício Caldeira. A implementação em larga escala torna-se mais viável, alinhando a produtividade do setor petrolífero a práticas industriais mais conscientes.

Para a Uern, a patente simboliza o sucesso de uma parceria que une pesquisa acadêmica e necessidade de mercado, demonstrando como o conhecimento científico pode transformar a realidade da Bacia Potiguar e incentivar a formação de profissionais de alto nível no Estado.

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