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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Brava Energia requer licença para 30 novos poços no Rio Grande do Norte

A empresa busca autorização do Idema para ampliar atividades no Polo Potiguar, visando otimizar a exploração em campos terrestres maduros.

Torre de extração de petróleo em campo terrestre no Rio Grande do Norte
Equipamento de extração de petróleo em campo terrestre · Foto: José Aldenir/Agora RN

A Brava Energia solicitou formalmente ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) a concessão de licenças ambientais essenciais para a perfuração de 30 novos poços de petróleo. A decisão foi formalizada na quarta-feira, 07 de outubro de 2026, com o objetivo de assegurar a viabilidade econômica e operacional de campos em operação, refletindo uma estratégia de longo prazo que impacta diretamente a arrecadação e a estabilidade socioeconômica de regiões que dependem historicamente da indústria extrativa.

Os requerimentos publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) detalham o planejamento para 25 poços distribuídos entre Alto do Rodrigues e Pendências, além de cinco unidades em Mossoró. O projeto, que ainda aguarda a análise técnica criteriosa do órgão ambiental para ser liberado, prevê também a instalação de 30 linhas de surgência para o transporte de fluidos, integrando a infraestrutura ao Polo Potiguar.

Para a população local, a movimentação representa a possível preservação de postos de trabalho e a revitalização de áreas cujos reservatórios enfrentam o declínio natural da produção. A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN) destaca que intervenções como estas são cruciais para a longevidade da cadeia produtiva, garantindo que o Complexo Potiguar continue a desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento regional.

Em comunicado oficial, a Brava Energia afirmou que os pedidos visam otimizar seus ativos onshore. Embora a companhia ainda não tenha apresentado estimativas detalhadas sobre o montante financeiro a ser aportado ou o número exato de contratações, a iniciativa é vista pelo poder público como um sinal positivo para a manutenção da atividade econômica em solo potiguar.

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