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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Cesta básica registra nova alta em Natal com disparada no preço de hortifrútis

O custo dos itens essenciais atingiu R$ 461,01 em setembro, pressionado principalmente pela batata e pelo tomate.

Cesta de compras contendo diversos alimentos em um supermercado.
O preço dos hortifrútis, como batata e tomate, foi o principal responsável pelo aumento do valor da cesta básica em Natal. · Foto: BNews RN - Divulgação

O custo da cesta básica em Natal chegou a R$ 461,01 em setembro de 2026, conforme dados consolidados pelo Núcleo de Pesquisa do Procon Natal. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira, 07/10/2026, aponta uma elevação de R$ 5,21 na comparação com agosto, afetando diretamente o poder de compra das famílias potiguares ao encarecer produtos essenciais para a sobrevivência básica.

A pesquisa detalha que 60% dos 40 itens monitorados sofreram reajustes. O setor de hortifrúti liderou a escalada de preços com um aumento médio de 5,73%. A batata inglesa foi o item que mais pesou no orçamento, com alta de 25,62%, seguida pelo tomate (23,13%) e pela cebola branca (10,83%). Esse cenário compromete a mesa do consumidor, que enfrenta dificuldades para manter a qualidade nutricional da alimentação diária.

Além da alimentação, os custos com higiene e limpeza subiram 1,12%, impulsionados por itens de necessidade cotidiana como o sabão em pó (5,76%) e a pasta de dentes (2,68%). O setor de mercearia e o açougue também registraram variações positivas de 0,63% e 0,27%, respectivamente.

A disparidade geográfica na capital também chama a atenção. A Zona Leste apresenta o valor mais elevado, com a cesta custando R$ 491,71. Em contrapartida, a Zona Oeste foi a região que sofreu o maior impacto percentual no aumento mensal. Apenas a Zona Norte registrou uma leve queda, de R$ 0,28, mantendo o preço médio em R$ 459,68.

O monitoramento realizado pelo Núcleo de Pesquisa do Procon Natal serve como termômetro para a economia local e não comporta recursos administrativos. A gestão do orçamento doméstico torna-se um desafio constante diante dessa volatilidade de preços.

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