Dólar atinge R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008
Moeda estadunidense acumula valorização de 9,15% na semana, enquanto o Ibovespa sofre com a saída de capital estrangeiro e incertezas fiscais.
O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte pressão, com uma disparada do Dólar e uma queda acentuada na Bolsa de valores, cenário acentuado na sexta-feira, 30 de outubro de 2026. A moeda estadunidense avançou 1,09% e fechou a R$ 5,446, enquanto o Ibovespa recuou 0,75%, aos 167.921,80 pontos, refletindo um clima de incerteza que afeta diretamente o poder de compra e o planejamento financeiro das famílias brasileiras.
Na semana encerrada em 30 de outubro de 2026, o Dólar acumulou uma valorização de 9,15%, a maior desde a crise financeira global de 2008. Paralelamente, o principal índice da B3 registrou a pior queda semanal desde março de 2020, o período inicial da pandemia de covid-19. Esse movimento brusco gera reflexos imediatos nos preços de produtos importados e na inflação doméstica.
O desempenho dos ativos foi pautado pela reavaliação dos investidores após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e pelas dúvidas quanto à política fiscal brasileira. Além disso, o cenário externo colaborou para o pessimismo, com a queda de ações de empresas de tecnologia nos Estados Unidos e em Nova York, impactando o apetite ao risco global.
Indicadores do dia
- Dólar à vista: R$ 5,446 (+1,09%);
- Máxima do Dólar no dia: R$ 5,463;
- Ibovespa: 167.921,80 pontos (-0,75%);
- Dólar na semana: +9,15%;
- Ibovespa na semana: -18,12%;
- Ibovespa em outubro: -9,88%.
A volatilidade foi intensificada pela formação da Ptax de fim de mês, calculada pelo Banco Central, e pela busca por proteção cambial antes do feriado de Finados, na segunda-feira, 2 de novembro de 2026. A saída de investidores estrangeiros, com retiradas líquidas de quase R$ 7,6 bilhões nos primeiros três pregões da semana, evidenciou a cautela do mercado externo diante das incertezas sobre o futuro econômico do país.

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