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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Empresa australiana avalia reativação de mina da Segunda Guerra Mundial no RN

A Gold Mountain firmou acordo de R$ 3 milhões para analisar o potencial de tungstênio em Parelhas; projeto depende de aprovação da ANM.

Paisagem árida da região do Seridó, no Rio Grande do Norte, marcando o local da mina Malhada do Angico.
Vista aérea da região de Parelhas, no Seridó, onde se localiza a histórica mina Malhada do Angico. · Foto: BNews RN - Divulgação

A companhia australiana Gold Mountain iniciou os estudos para uma possível retomada da extração de tungstênio na mina Malhada do Angico, localizada em Parelhas, no Seridó do Rio Grande do Norte. A decisão estratégica, formalizada em 05/10/2026, visa explorar o potencial econômico de um sítio histórico que teve papel vital no abastecimento industrial durante a Segunda Guerra Mundial.

O acordo, celebrado com a Emprogeo Mining Business, concede à Gold Mountain o prazo de 12 meses de exclusividade para avaliações técnicas e jurídicas mediante um aporte inicial de R$ 1 milhão. O investimento total pode chegar a R$ 3 milhões, dependendo do cumprimento de etapas regulatórias perante a Agência Nacional de Mineração (ANM) e da viabilidade econômica comprovada.

O impacto desta iniciativa reflete a busca global por autonomia no fornecimento de minerais críticos. Com a China dominando cerca de 80% da oferta mundial de tungstênio, a reativação de jazidas em solo brasileiro ganha contornos de segurança estratégica para cadeias de suprimentos de defesa e tecnologia aeroespacial.

Atualmente, o processo encontra-se em fase de prospecção. A empresa realiza perfurações em rejeitos antigos e planeja sondagens diamantadas de até 120 metros de profundidade, aguardando licenciamento ambiental para avançar. Conforme destaca David Evans, diretor-executivo da Gold Mountain, a aceleração das pesquisas depende estritamente das licenças necessárias para a exploração no Seridó.

Cabe ressaltar que a aquisição dos direitos minerários não é definitiva. O negócio está condicionado à aprovação do Relatório Final de Pesquisa, protocolado em 2016, e à anuência da ANM para a transferência dos direitos à companhia australiana, procedimentos ainda em análise técnica pelo órgão regulador.

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