Fiern pressiona Assembleia Legislativa por aprovação de Política Industrial
Roberto Serquiz defende que a nova legislação garanta estabilidade ao estado antes da posse de Cadu Xavier em 06/01/2027.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) formalizou uma cobrança urgente aos deputados estaduais pela aprovação da Lei de Política Industrial até o final de 2026. A decisão de priorizar a pauta antes da transição governamental foi reforçada no domingo, 08/11/2026, com o objetivo de assegurar um ambiente de segurança jurídica e previsibilidade econômica para a próxima gestão estadual.
O presidente da Fiern, Roberto Serquiz, destacou que a celeridade na tramitação é vital para que o sucessor de Fátima Bezerra (PT), o governador eleito Cadu Xavier (PT), receba o Estado com diretrizes claras de desenvolvimento. A mudança de comando ocorre em 06 de janeiro de 2027, e o setor industrial busca blindar o planejamento estratégico contra descontinuidades políticas.
Legado e Nova Indústria Brasil
Encaminhado à Assembleia Legislativa em 08 de agosto de 2025, o Projeto de Lei visa instituir o Sistema de Governança Industrial Potiguar e o Plano Industrial Potiguar. Com uma projeção de dez anos, a iniciativa prevê metas territoriais e avaliações bianuais, alinhando o Rio Grande do Norte à agenda nacional da Nova Indústria Brasil.
A pauta ganhou destaque durante a 38ª Ficro, em Mossoró. Segundo Roberto Serquiz, a articulação tem trazido resultados práticos, citando como exemplo a Lei de Transação Tributária, que reabilitou R$ 63 milhões aos cofres públicos. O debate sobre a modernização industrial também incluiu discussões sobre um novo marco ambiental em análise pelos parlamentares.
Representando o governo na abertura do evento, que ocorreu no Thermas Hall, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Lahyre Rosado, reiterou o papel da parceria entre instituições como Fiern, Sebrae e Fecomércio para o fortalecimento da região Oeste. A 38ª Ficro, organizada pela Associação Comercial e Industrial de Mossoró (Acim), consolidou-se como um termômetro econômico, com a expectativa de movimentar R$ 25 milhões.

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