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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Indústrias brasileiras projetam queda no lucro e aumento nos preços de venda

Levantamento da CNI aponta que 56,9% das empresas esperam margens menores e quase metade planeja reajustar valores de produtos nos próximos meses.

Trabalhador solda peças em linha de produção das indústrias brasileiras
Trabalhador solda peças em linha de produção das indústrias brasileiras · Foto: Trabalhador solda peças em linha de produção industrial — Miguel Ângelo/CNI

A maioria das indústrias brasileiras projeta uma redução em suas margens de lucro para os próximos três meses, conforme dados da Consulta Empresarial sobre Juros, Crédito e Custos Financeiros, divulgada nesta quarta-feira, 04/11/2026, pela Federação das Indústrias do RN (FIERN). O estudo, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela que 56,9% das empresas esperam uma queda ou forte queda no lucro, um cenário preocupante que afeta diretamente a sustentabilidade dos negócios e a manutenção de postos de trabalho.

Diante da pressão nos custos e do ambiente econômico desafiador, 47,7% das indústrias admitem a intenção de aumentar ou aumentar fortemente os preços de venda no próximo trimestre. O movimento ocorre em um momento de atenção total ao mercado, coincidindo com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a nova taxa básica de juros, a Selic, anunciada nesta quarta-feira, 04/11/2026.

A busca por crédito também reflete o aperto financeiro das organizações. Para 51,9% das companhias, a demanda por financiamento deve crescer para arcar com o pagamento de fornecedores, enquanto a necessidade de recursos para estoques e contas a receber atinge patamares elevados. Segundo Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI, o cenário de restrição permanece, pois mesmo com eventuais cortes na Selic, os juros finais que chegam às empresas continuam elevados.

Embora a pressão por liquidez seja evidente, o endividamento bancário das empresas demonstra sinais de estabilização. A fatia de organizações que projeta aumento nas dívidas apresentou queda ao longo de 2026, indicando um esforço de gestão para conter gastos em um período de incertezas. A próxima edição da Consulta Empresarial deverá confirmar se as expectativas do setor industrial se concretizarão ao final do ano.

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