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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Produção leiteira movimenta R$ 1,1 bilhão no Rio Grande do Norte em 2025

Estado alcança 440,2 milhões de litros produzidos, consolidando a pecuária como pilar econômico essencial para a sobrevivência de milhares de famílias rurais.

Produtor rural realizando ordenha em propriedade leiteira no interior do Rio Grande do Norte.
A produção leiteira é o motor econômico para milhares de famílias no interior do Rio Grande do Norte. · Foto: Reprodução: Internet

A cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Norte registrou um avanço expressivo ao movimentar R$ 1,11 bilhão em 2025. Conforme dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira, 08/10/2026, o estado alcançou uma produção de 440,2 milhões de litros de leite, superando em 11,6% o volume registrado em 2024. Este crescimento reforça o papel estratégico da atividade como motor de renda e dignidade para as comunidades rurais em todos os 167 municípios potiguares.

Impacto econômico e social

A pecuária leiteira representa hoje 51,15% de todo o valor gerado por produtos de origem animal no Rio Grande do Norte. Para além dos números, a atividade é uma fonte vital de sustentação para mais de 40 mil pessoas, entre produtores diretos e trabalhadores da cadeia. Segundo Guilherme Saldanha, secretário estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape-RN), o setor tem sido apoiado por políticas de desoneração fiscal e programas de suporte, como a distribuição de palma forrageira para o enfrentamento de estiagens.

Eficiência e o papel da tecnologia

Embora o volume de produção tenha crescido, o setor enfrenta o desafio de elevar a produtividade por animal, que hoje é de 1.520 litros por vaca ao ano, abaixo da média nacional de 2.560 litros. Entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RN) e o Sebrae-RN apontam que a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) é o diferencial que transforma a realidade das propriedades. Estudos comprovam que o acompanhamento técnico pode reverter prejuízos, transformando perdas em lucro ao otimizar custos com alimentação e manejo.

Inovação no campo

Para conectar produtores ao mercado e à ciência, foi criado em 2026 o Hub do Leite. A iniciativa reúne universidades, indústrias e técnicos com o objetivo de acelerar a adoção de tecnologias, como ordenha mecânica e sistemas avançados de resfriamento. Para Luís Felipe, analista técnico do Sebrae-RN, o foco atual é capacitar o produtor para que tome decisões fundamentadas em dados financeiros, garantindo a sustentabilidade da atividade mesmo em anos de adversidades climáticas.

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