Ir para o conteúdo
Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Rio Grande do Norte inicia exportação marítima de gado vivo com impacto de R$ 50 milhões

Operação no Porto de Natal movimenta 6.400 animais com destino ao Oriente Médio. Iniciativa inclui pequenos produtores, mas levanta debates sobre bem-estar animal.

Caminhão transporta gado junto a navio no Porto de Natal
Caminhão transporta gado junto a navio no Porto de Natal · Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte consolidou uma nova estratégia para a pecuária estadual com a abertura da exportação marítima de bovinos vivos. A decisão, executada através de uma operação logística iniciada nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, no Porto de Natal, visa impulsionar a economia regional ao movimentar R$ 50 milhões com o envio de 6.400 cabeças de gado para a Arábia Saudita e o Líbano.

O secretário estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, Guilherme Saldanha, destacou que a operação é um marco para o setor, que conta com um rebanho de 1,4 milhão de cabeças. O impacto econômico alcança desde grandes produtores até agricultores familiares, com 17 pequenos criadores participando ativamente do primeiro embarque. Para a sociedade, o movimento promete aquecer a cadeia logística, envolvendo transporte, fornecimento de combustíveis e serviços portuários.

Apesar do otimismo econômico, a operação enfrenta questionamentos críticos. Organizações como a Mercy For Animals expressaram preocupações sobre a integridade dos animais e o impacto urbano na capital. O navio Dalal F, escalado para o transporte, possui um histórico documentado de 15 deficiências em inspeções internacionais recentes, reacendendo debates sobre a segurança marítima após incidentes anteriores no Brasil, como o naufrágio do Haidar, no Pará.

O Governo do Estado reforça que a continuidade dessas operações depende do cumprimento rigoroso das normas sanitárias e do bem-estar animal. Enquanto o mercado celebra a abertura de novas rotas, entidades de proteção apontam para os desafios éticos e ambientais da atividade, exigindo um monitoramento constante da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) e dos órgãos fiscalizadores.

Leia também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000