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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Cadu de Lula terá desafio de governabilidade na Assembleia Legislativa do RN

Governador eleito inicia mandato com apenas 10 dos 24 parlamentares na base aliada, exigindo habilidade política para aprovar projetos a partir de janeiro de 2027.

Governador eleito Cadu de Lula posando para fotos.
Cadu de Lula (PT) durante entrevista à Inter TV. · Foto: Augusto César Gomes/g1

A articulação política do governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), enfrenta seu primeiro grande teste antes mesmo da posse. Conforme balanço confirmado nesta segunda-feira, 26/10/2026, o futuro gestor iniciará o mandato, em janeiro de 2027, com o apoio formal de apenas 10 dos 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa (ALRN).

Com a base limitada a 41% das cadeiras, o Executivo não possui maioria absoluta para garantir a aprovação de matérias que dependam do aval do Legislativo. Essa configuração coloca em xeque a governabilidade e exige que o novo governo busque interlocução com parlamentares de legendas independentes ou de oposição para avançar com pautas prioritárias.

A composição do cenário político revela um hiato de 14 deputados que, inicialmente, não integram a coalizão governista. O grupo inclui o PL, que elegeu a maior bancada, além de parlamentares ligados à oposição estadual. Para garantir estabilidade, a equipe de Cadu de Lula precisará conquistar, ao menos, três votos adicionais.

A base aliada

O suporte inicial ao governo será formado pelos parlamentares das legendas PT, PSDB e PV. São eles: Ezequiel Ferreira (PSDB), Francisco do PT (PT), Kaline de Dr. Bernardo (PV), Isolda Dantas (PT), Divaneide Basílio (PT), Dr. Gustavo Soares (PSDB), Daniel Valença (PT), Cristiane Dantas (PSDB), Eudiane Macedo (PV) e Ivanilson Oliveira (PV).

Oposição e incertezas

O PL, com sete cadeiras ocupadas por nomes como Coronel Azevedo e Tomba Farias, figura como o maior bloco fora da base. Contudo, a ausência de um apoio imediato não sinaliza, obrigatoriamente, uma oposição unificada. A dinâmica do parlamento é volátil e o posicionamento de cada deputado dependerá das negociações temáticas e dos interesses das respectivas bases eleitorais ao longo da legislatura 2027-2030.

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