Rogério Marinho teria aconselhado Flávio a reconhecer derrota para Luiz Inácio Lula da Silva
Grupo articulado por Rogério Marinho sugeriu reconhecimento do resultado em 26 de outubro de 2026, mas orientação foi descartada por Flávio Bolsonaro.
A estratégia adotada pelo núcleo político de Flávio Bolsonaro após o encerramento da votação no segundo turno foi marcada por divergências internas, culminando em uma tentativa de conciliação democrática que não prosperou. O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha presidencial, teria liderado um grupo que recomendou ao candidato o reconhecimento imediato do resultado e o contato telefônico com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme apurado em 26 de outubro de 2026.
Além de Rogério Marinho, integraram o movimento por uma postura de maior moderação o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a advogada Maria Claudia Bucchianeri. O objetivo do grupo era proteger a imagem política de Flávio Bolsonaro, sugerindo que o reconhecimento da derrota não impediria a formalização de questionamentos jurídicos perante a Justiça Eleitoral sobre a condução do pleito.
A discussão ocorreu em uma residência no Lago Sul, em Brasília, entre as 21h08 e as 22h40 do dia 26 de outubro de 2026. Apesar da recomendação, prevaleceu a corrente que defendia a contestação imediata do resultado das urnas. Em pronunciamento oficial, Flávio Bolsonaro optou por não reconhecer a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, anunciando a intenção de solicitar a anulação da eleição, sob a alegação de irregularidades relacionadas à extensão do horário de votação.
A contestação girava em torno da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a manutenção do funcionamento de seções eleitorais até as 19h em áreas afetadas por problemas de transporte e intempéries no Sul e no Sudeste. No entanto, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, assegurou que a medida técnica não comprometeu a lisura do pleito, ressaltando que os votos processados após as 17h representaram apenas 0,027% do total.
Os dados oficiais confirmaram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva com 64.256.232 votos (51,79%), enquanto Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos (48,21%). Até o momento, a efetiva protocolização de uma ação contestatória no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permanece sem confirmação oficial.

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