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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Campanha de Luiz Inácio Lula da Silva utiliza imagens de criança em ato de Flávio Bolsonaro

Peça publicitária questiona a presença de réplicas de armas em eventos políticos após episódio ocorrido em Parnamirim.

Imagem de criança segurando objeto semelhante a arma em ato político.
Montagem de cenas do vídeo publicado por Lula, com menino de camisa amarela em concentração de apoiadores. · Foto: Reprodução/Redes Sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) integrou à sua estratégia de comunicação um vídeo que registra uma criança portando objetos semelhantes a armas de fogo durante uma manifestação de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), fato ocorrido em Parnamirim, na Grande Natal. A publicação, veiculada no dia 06 de outubro de 2026, utiliza o episódio para confrontar o discurso armamentista do grupo adversário.

A peça de campanha articula cenas do menino, que vestia uma camisa da Seleção Brasileira, dançando sobre um veículo na Avenida Castor Vieira Régis, no bairro Cohabinal. O vídeo intercala as imagens com falas anteriores de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro sobre o porte de armas, acompanhadas pela mensagem: “Sempre que uma criança e uma arma ocupam o mesmo espaço, alguém está no lugar errado”.

O episódio, que ganhou repercussão nacional, motivou a intervenção imediata de órgãos de proteção à infância e das forças de segurança. A família da criança de 9 anos declarou ao Conselho Tutelar que os itens portados pelo menor eram brinquedos. Contudo, a veracidade dessa versão segue sob investigação pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, que conduz o inquérito através da 17ª Delegacia de Polícia de Parnamirim.

A conselheira Amanda Melo, responsável pelo acompanhamento do caso, reforçou que a exposição de menores a simulacros de armas gera riscos reais de confusão e vulnerabilidade. Como medida preventiva, a criança será submetida a acompanhamento psicológico para mitigar possíveis danos emocionais decorrentes da exposição pública e das circunstâncias do evento. A investigação permanece em curso, sem prazo definido para conclusão.

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