Ir para o conteúdo
Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Coaf identifica R$ 1,3 mi em movimentações atípicas de Flávio Bolsonaro

Relatórios da PF detalham transações suspeitas e vínculos com Willer Tomaz; ministro Alexandre de Moraes relata caso no STF.

Flávio Bolsonaro discursando em púlpito com logo da Globo ao fundo.
O senador Flávio Bolsonaro durante evento oficial. · Foto: Reprodução/TV Globo

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou R$ 1,3 milhão em transações financeiras atípicas realizadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, entre janeiro e março de 2024. A informação, revelada neste sábado, 24 de outubro de 2026, consta em documentos que subsidiam inquérito da Polícia Federal, o qual investiga possíveis crimes de lavagem de dinheiro e conexões com o advogado Willer Tomaz.

A análise técnica aponta que o montante movimentado supera em 7,19 vezes a capacidade econômica declarada pelo congressista. O processo tramita sob sigilo parcial no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, e os desdobramentos colocam em xeque a origem de recursos utilizados para a quitação antecipada de dívidas imobiliárias milionárias.

Conforme os relatórios, no 1º trimestre de 2024, foram contabilizados R$ 660.111 em créditos e R$ 649.272 em débitos. Entre as operações, destaca-se o recebimento de R$ 520.277,28 do escritório Gavioli e Viola Advogados Associados em março, utilizado para liquidar um financiamento imobiliário junto ao BRB (Banco de Brasília) que deveria ter duração de 30 anos.

O inquérito da Polícia Federal teve origem em apurações no Rio Grande do Sul sobre fraudes envolvendo empresas de apostas on-line, como a Blaze. As investigações buscam rastrear fluxos financeiros que ligariam o senador a Willer Tomaz, apontado como um dos maiores apostadores do Brasil em 2025. Evidências colhidas incluem registros de viagens custeadas por empresas de Tomaz e registros bancários que citam o parlamentar em operações da Alcazar Holding.

Além das suspeitas sobre repasses advocatícios, o Coaf sinalizou irregularidades em movimentações datadas de novembro de 2025, incluindo recursos provenientes de uma vaquinha on-line que não tiveram a finalidade ou a origem devidamente esclarecidas até o momento. A defesa de Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre os novos dados até a publicação desta reportagem.

Leia também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000