Disputa pela presidência da Assembleia Legislativa movimenta bastidores políticos
Parlamentares buscam maioria para o biênio 2027-2028; governabilidade de Cadu Xavier depende de alianças estratégicas com o centro.
A definição do novo comando da Assembleia Legislativa do RN, prevista para fevereiro de 2027, já mobiliza as forças partidárias no estado. A escolha do próximo presidente será decidida pelos 24 deputados estaduais, um processo fundamental para garantir a governabilidade do governador eleito Cadu Xavier e ditar o ritmo das votações a partir de 28/10/2026.
O cenário atual exige que a base governista alcance a marca de 13 votos. Atualmente, o grupo de Cadu Xavier conta com sete parlamentares da federação PT, PV e PCdoB, além de três do PSDB, somando dez apoios. O déficit de três votos coloca em evidência o papel mediador de figuras como Fábio Dantas, que atua na costura dessas alianças, e do atual presidente da Casa, Ezequiel Ferreira, cujas movimentações são cruciais para a estabilidade política.
O fiel da balança reside nos sete votos independentes do centro, compostos por representantes do União Brasil/PP e MDB. Nomes como Neílton Diógenes, Kléber Rodrigues, Nélter Queiroz, Bibiano e Júlio César tornam-se peças-chave nessa equação, enquanto Cínthia e Allyson e Robson Carvalho compõem um quadro de negociação distinto. A atração de cinco desses parlamentares permitiria ao governo consolidar uma base sólida de 15 votos.
Paralelamente, o PL, detentor de sete cadeiras, projeta atuar na oposição. Uma eventual articulação entre o PL e o bloco central poderia alcançar 14 votos, configurando uma disputa acirrada pela presidência da Assembleia. O impacto dessas decisões reflete diretamente na vida da população, visto que o comando da Casa define as pautas que afetam o orçamento e os direitos sociais do estado.

Comentários (0)
Deixe seu comentário