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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Ciência & Saúde

UFRN conquista Grande Prêmio Capes de Tese pela primeira vez na história

Pesquisa sobre patrimônio geomorfológico integra a categoria de Humanidades e inova ao conectar ciência, cultura e a percepção humana sobre a paisagem.

Imagem ilustrativa do campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
A pesquisa de Larissa Silva Queiroz é a primeira da UFRN a receber o reconhecimento máximo da Capes. · Foto: professor Marco Túlio Mendonça Diniz

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) conquistou, pela primeira vez em sua trajetória, o Grande Prêmio Capes de Tese. A decisão foi comunicada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em 21 de outubro de 2026, laureando o trabalho desenvolvido pela geógrafa Larissa Silva Queiroz na categoria de Humanidades, em resultado que ainda permite recursos administrativos dentro do rito da premiação.

O reconhecimento destaca o estudo intitulado "Método para avaliação do patrimônio geomorfológico de geoformas em rochas", vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGE) da UFRN. A pesquisa humaniza a geologia ao unir critérios técnicos de conservação ambiental com a dimensão afetiva e cultural das populações locais, transformando a maneira como as comunidades percebem a natureza ao seu redor.

A tese foi orientada por Marco Túlio Mendonça Diniz, da UFRN, com coorientação de Jacimária Fonseca de Medeiros, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). O campo de investigação abrangeu o Complexo Serrano Martins-Portalegre e as Serras do Agreste, onde a autora aplicou uma metodologia que identifica 19 pontos de interesse, classificando 15 deles como geossítios.

Um dos pilares científicos do trabalho é a integração do conceito de pareidolia, fenômeno psicológico que leva indivíduos a reconhecerem figuras familiares em formações naturais. Ao incluir o valor cultural como métrica, a pesquisa de Larissa Silva Queiroz não apenas protege o patrimônio físico, mas fortalece o geoturismo, permitindo que a identidade regional seja preservada através de um olhar que valoriza o significado humano das rochas.

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