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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte escala com trocas de acusações entre Cadu de Lula e Allyson Bezerra

Candidatos intensificam agendas em Natal e confrontam projetos políticos; embate envolve o apoio nacional do União Brasil e o pagamento do 13º salário dos servidores.

Movimentação de campanha política nas ruas de Natal em 2026.
Candidatos ao Governo do RN intensificam as agendas de campanha em Natal na busca pelo voto do eleitorado. · Foto: Reprodução

A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte atingiu um novo patamar de tensão eleitoral nesta quinta-feira, 08/10/2026, com o acirramento do tom entre os candidatos Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil). A polarização, que ganha força na capital potiguar, reflete divergências sobre alianças nacionais e a gestão financeira do Estado, impactando diretamente o debate sobre a segurança administrativa que afeta milhares de famílias de servidores públicos.

A estratégia de Cadu de Lula (PT) para consolidar sua base em Natal contará com a presença do presidente Lula no sábado, 10 de outubro de 2026. A agenda, contudo, passou por alterações logísticas: a mobilização, que ocorreria na Zona Norte, foi transferida para a confluência das ruas Baraúna e Coronel Estevam, em frente à Igreja Universal. O ato culminará em uma caminhada rumo ao Alecrim, às 10 horas. Em sua retórica, o candidato petista busca deslegitimar as articulações de seu adversário, questionando o apoio do União Brasil ao senador Flávio Bolsonaro (PL) frente à realidade política estadual.

Do outro lado, Allyson Bezerra (União Brasil) centrou sua atuação na Zona Norte, realizando caminhada na quarta-feira, 07 de outubro de 2026, na região de Igapó, especificamente no cruzamento das ruas Marcílio Dias e São Vicente. O foco do embate recaiu sobre a declaração de Pedro Lopes, ex-secretário estadual de Administração, que sugeriu uma relação de dependência entre o pleito eleitoral e o pagamento do 13º salário dos servidores. Allyson rechaçou a tese, classificando a fala como um mecanismo de pressão sobre o funcionalismo e garantindo a manutenção do calendário de pagamentos.

O cenário, que ainda cabe ao eleitor definir no segundo turno, evidencia o peso da capital na decisão, dado que, no primeiro pleito, a diferença entre os postulantes em Natal foi de 10,94 pontos percentuais. A ética no debate público tornou-se o centro das atenções, com ambos os lados acusando o oponente de tentar induzir o eleitorado ao erro, enquanto as propostas concretas para o Estado competem com a estratégia de ocupação das ruas.

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