Ir para o conteúdo
Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Femurn exige R$ 253 milhões e impõe ultimato ao Governo do RN

Gestores municipais cobram regularização de transferências constitucionais e o cumprimento da lei estadual para repasses diretos aos municípios.

Reunião de representantes da Femurn com secretários do Governo do RN.
Presidente da Femurn, José Augusto Rêgo, durante reunião sobre repasses financeiros. · Foto: Reprodução

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) endureceu o tom e impôs um ultimato ao Governo do Estado nesta quinta-feira, 08/10/2026, exigindo a quitação de R$ 253 milhões em repasses pendentes. A medida visa garantir a continuidade dos serviços essenciais nas cidades potiguares, que enfrentam graves dificuldades financeiras devido à retenção de verbas obrigatórias destinadas ao custeio de áreas fundamentais, incluindo a folha de pagamento de servidores municipais.

O presidente da entidade, José Augusto Rêgo, formalizou a cobrança durante tratativas com os secretários estaduais Virgínia Ferreira, do Planejamento, e Álvaro Bezerra, da Fazenda. A urgência da pauta decorre do descumprimento da legislação estadual que entrou em vigor em 19 de setembro, a qual determina a transferência direta de recursos, como ICMS, IPVA e Fundeb, para as contas das 167 prefeituras, contornando a centralização na conta única do Estado.

A situação será debatida em caráter definitivo na próxima sexta-feira, 09/10/2026, em uma reunião que contará com a presença de representantes do Banco do Brasil. De acordo com José Augusto Rêgo, a instituição financeira assegurou que não existem impedimentos operacionais para a operacionalização do novo sistema de repasses, restando apenas que o Executivo formalize o convênio necessário para a implementação imediata da norma.

Para a gestão municipal, o esgotamento das vias administrativas é iminente. “Não tem mais acordo, não tem mais negociação. A negociação é cumprir a lei e pagar o atrasado”, afirmou José Augusto Rêgo. Caso a pendência não seja solucionada na reunião de 09/10/2026, a Femurn planeja acionar os órgãos de controle para assegurar o fluxo constitucional dos recursos, enfatizando que a crise fiscal do Estado não deve ser transferida para o cotidiano das prefeituras e de seus cidadãos.

Leia também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000