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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Eleitor sem biometria está apto a votar no segundo turno das Eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assegura que a ausência de cadastro biométrico não impede o exercício da cidadania no dia 25 de outubro de 2026.

Urna eletrônica com leitor biométrico em seção eleitoral.
Eleitores sem biometria cadastrada podem votar apresentando documento oficial com foto. · Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O eleitor que não possui cadastro biométrico ou enfrenta falhas no reconhecimento digital está apto a votar no segundo turno das Eleições, marcado para o domingo, 25 de outubro de 2026. A decisão, reafirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), garante que a ausência da biometria não seja um impedimento para que o cidadão exerça seu direito democrático.

De acordo com dados do TSE, aproximadamente 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não realizou a coleta dos dados biométricos, que foi encerrada em 6 de maio de 2026. A medida de flexibilização visa preservar a dignidade e a participação popular, garantindo que nenhum brasileiro seja excluído do processo eleitoral por questões técnicas.

Procedimento de identificação

Embora as seções eleitorais em todo o Brasil contem com leitores biométricos integrados às urnas, o sistema de identificação permite alternativas para assegurar o voto. Caso a digital não seja validada após quatro tentativas, o mesário solicitará a data de nascimento do eleitor para confirmar a identidade.

Para aqueles que não possuem qualquer registro de biometria, a identificação será realizada mediante a apresentação de documento oficial com foto. São aceitos documentos como a Carteira de Identidade Nacional ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). É importante notar que a identificação biométrica não é utilizada em seções eleitorais instaladas fora do Brasil.

Segurança e Identificação Civil Nacional

O sistema de biometria, que inclui impressões digitais, fotografia e assinatura, foi implementado pelo TSE para aumentar a segurança do processo, evitar duplicidades e otimizar o atendimento. Além do âmbito eleitoral, esses dados integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), iniciativa que busca fortalecer a identificação dos cidadãos em suas interações com o Estado.

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