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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Flávio Bolsonaro pede que Justiça Eleitoral investigue diretor da PF

Senador alega uso indevido da máquina pública para beneficiar candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno.

Flávio Bolsonaro em coletiva de imprensa após o primeiro turno das eleições de 2026
Brasília (DF), 04/10/2026 - Flávio Bolsonaro (PL) fala com jornalistas após a vitória no primeiro turno das eleições de 2026 sobre seu oponente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil · Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, protocolou uma notícia-crime junto à Justiça Eleitoral nesta segunda-feira, 12/10/2026. A ação solicita a investigação de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, por suposto uso da estrutura da instituição para favorecer o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o primeiro turno das eleições.

O cerne da contestação reside na entrevista coletiva concedida por Andrei no dia 4 de outubro de 2026. Na ocasião, o diretor-geral anunciou a abertura de uma apuração preliminar sobre uma possível interferência estrangeira no pleito brasileiro. A defesa do senador sustenta que o anúncio, realizado em um momento de alta polarização, teria sido direcionado estrategicamente para impactar a imagem de Flávio Bolsonaro, influenciando o eleitorado em favor de Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida busca esclarecer se houve abuso de poder ou desvio de finalidade na condução da investigação, que teve origem em reportagem do jornal britânico The Guardian de 30 de setembro de 2026. A peça jurídica aponta que, embora Jorge Messias, advogado-geral da União, tenha solicitado diligências à PGR e à PF em 1 de outubro de 2026, o procedimento na Polícia Federal acabou arquivado em 7 de outubro de 2026 por falta de justa causa.

A defesa pleiteia agora o envio dos autos ao Ministério Público Eleitoral e a obtenção de registros documentais da AGU, da PF e da PGR, incluindo a íntegra da gravação da entrevista coletiva, para verificar a conduta do gestor público.

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