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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Governo adia votação da PEC 6 X 1 no Senado após desempenho de Lula

Palácio do Planalto pretendia acelerar a tramitação da proposta, mas o cenário político pós-1º turno travou as negociações no Congresso.

Luiz Inácio Lula da Silva em evento oficial do Governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca manter pautas prioritárias em meio à disputa eleitoral de 2026. · Foto: Reprodução

A votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que extingue a jornada de trabalho 6 X 1 foi suspensa nesta segunda-feira, 05/10/2026. A decisão foi comunicada pela líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), após o resultado do 1º turno das eleições, no qual Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Executivo.

A alteração no cronograma reflete a cautela da base governista diante do clima de instabilidade política no Parlamento. Integrantes do Governo avaliam que o resultado das urnas gerou incertezas sobre a disposição dos senadores em acelerar propostas de alto impacto social antes do 2º turno, agendado para 25 de outubro de 2026.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, defende que a pauta é uma prioridade da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. O avanço do texto, contudo, depende de uma articulação direta com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que ainda não convocou os líderes partidários para discutir a redução do intervalo regimental entre as sessões de votação.

A tramitação enfrenta entraves adicionais devido à configuração política no Estado do Amapá. A recente derrota eleitoral dos aliados de Davi Alcolumbre para o cargo de governador e Senado enfraqueceu sua base local. A aprovação da PEC 6 X 1 é vista por analistas como um possível instrumento para que o senador busque apoio governista visando sua reeleição na presidência da Casa.

O relator da matéria, Omar Aziz (PSD-AM), divide seu tempo entre as articulações no Senado e sua própria campanha ao governo do Amazonas. A perspectiva de integrantes da base é que a votação precisa ocorrer ainda em 2026, dado que a composição do Senado em 2027 deverá ser majoritariamente de oposição, o que tornaria a aprovação da proposta significativamente mais complexa.

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