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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Meta alega erros técnicos em publicações de Lula após questionamento no TSE

Empresa nega favorecimento a Flávio Bolsonaro; TSE deu prazo de 48 horas para a companhia detalhar restrições relatadas pela campanha petista.

A Meta, conglomerado que administra o Instagram, Facebook e WhatsApp, atribuiu a falhas técnicas as restrições no alcance de publicações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A defesa da empresa foi apresentada em resposta a questionamentos sobre a possível interferência no processo eleitoral, ocorrida em 12/10/2026, com o objetivo de garantir a transparência da isonomia digital durante o pleito.

A companhia negou categoricamente, em 11 de outubro de 2026, que haja qualquer favorecimento ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação ocorre após a coligação petista acionar o Tribunal Superior Eleitoral e a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), alegando que o engajamento de conteúdos pró-Lula foi artificialmente reduzido.

O impacto dessa controvérsia ultrapassa a esfera técnica, atingindo a confiança do eleitorado na integridade da comunicação política digital. Ao limitar o alcance de mensagens, a percepção de equidade no acesso ao debate público é colocada em xeque, o que exige esclarecimentos robustos para preservar a dignidade da disputa democrática.

Em nota, a Meta reforçou que os problemas mencionados não afetaram apenas contas brasileiras específicas, assegurando conformidade com as normas eleitorais. A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, contudo, questiona a ausência de evidências técnicas para a desativação da conta de anúncios ocorrida durante o 1º turno, apontando uma discrepância significativa no engajamento obtido por Flávio Bolsonaro em comparação ao atual presidente.

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou, em 10 de outubro de 2026, que a Meta forneça explicações detalhadas em até 48 horas. A decisão judicial não é definitiva, permitindo que a Procuradoria Geral Eleitoral e a coligação de Lula se manifestem após a entrega dos dados. O tribunal também solicitou esclarecimentos sobre a suposta rede de 255 perfis automatizados que, segundo a acusação, propagaria desinformação contrária ao atual presidente.

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