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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Mundo

Comissão da The Lancet aponta IA e guerra nuclear como riscos para a humanidade

Relatório da Comissão sobre Ameaças Globais à Saúde no Século 21 projeta riscos existenciais até 2100 e cobra ação imediata de governantes para evitar crises.

Imagem representativa de conferência global sobre saúde e tecnologia
Cúpula Mundial da Saúde em Berlim discutiu as ameaças existenciais identificadas pela comissão da The Lancet. · Foto: 23.set.26/Reuters

A Comissão Lancet sobre Ameaças Globais à Saúde no Século 21 definiu, em 12/10/2026, que o desenvolvimento desenfreado da IA e o potencial de conflitos nucleares representam riscos existenciais para a espécie humana até o ano de 2100. A decisão pela publicação do relatório visa pressionar formuladores de políticas públicas a adotar estratégias preventivas contra 17 ameaças críticas identificadas, fundamentando o alerta no impacto direto sobre a preservação da vida e a longevidade das futuras gerações.

A análise, detalhada durante a Cúpula Mundial da Saúde em Berlim, Alemanha, em 12/10/2026, apresenta um cenário onde riscos como mudanças climáticas, pandemias e resistência antimicrobiana se somam ao uso malicioso de tecnologias avançadas. A gravidade da situação foi medida através dos DALYs, que calculam os anos de vida saudável perdidos por incapacidade ou morte, evidenciando que a omissão governamental pode resultar em danos irreversíveis à dignidade e à sobrevivência humana.

Ibrahim Abubakar, integrante da comissão e docente na UCL (University College London), destacou ao The Guardian que o objetivo não é promover o medo, mas fornecer dados para uma gestão governamental consciente. O relatório aponta que o impacto de uma guerra nuclear, por exemplo, não se limitaria à destruição direta, mas colapsaria a segurança alimentar global ao interferir na luminosidade solar.

Christopher Murray, do Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington, reforça que a responsabilidade pela qualidade de vida da próxima geração repousa sobre as decisões tomadas agora. Os especialistas defendem que a antecipação de crises e o investimento robusto em sistemas de saúde pública são pilares inegociáveis para garantir a resiliência global frente a um futuro incerto.

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