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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Polarização domina eleição e define nova composição da Assembleia Legislativa

PL e Federação Brasil da Esperança conquistam 14 das 24 cadeiras estaduais, evidenciando o fortalecimento dos blocos ideológicos nas urnas potiguares.

Plenário da Assembleia Legislativa durante sessão legislativa.
O resultado das eleições proporcionais reflete a nova correlação de forças na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. · Foto: Eduardo Maia

A consolidação de dois polos ideológicos opostos definiu o novo cenário do Poder Legislativo estadual, conforme consolidado na apuração final das eleições proporcionais. O resultado, consolidado no domingo, 4 de outubro de 2026, marca uma mudança significativa na representatividade parlamentar no Rio Grande do Norte, onde a concentração de votos no Partido Liberal (PL) e na Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) ditou o ritmo da ocupação das vagas para o próximo mandato, que se inicia em 2027.

No pleito para as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, os dois blocos obtiveram sete vagas cada, totalizando 14 parlamentares, o que representa 58,3% do plenário. Este movimento de polarização também foi verificado na eleição para a Câmara dos Deputados, onde os dois grupos conquistaram seis das oito vagas disponíveis para o estado, deixando as demais para a Federação União Progressista (União Brasil e PP).

Para o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), o fenômeno ganhou força na reta final da campanha. Embora o debate inicial parecesse menos ideologizado, a preferência do eleitorado, especialmente em grandes centros como Natal, migrou para candidatos que assumiram posicionamentos políticos claros à direita ou à esquerda. “Houve a polarização, e ela veio no silêncio”, afirmou Ezequiel, destacando que essa tendência beneficiou quem se alinhou aos projetos nacionais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).

Apesar da tendência estatística, a interpretação sobre o peso da ideologia varia entre os eleitos. Enquanto o Coronel Azevedo (PL), reeleito com 105.403 votos, reafirma que seu mandato possui um lado definido em defesa de pautas conservadoras, outros parlamentares rechaçam o rótulo ideológico. O deputado federal eleito Dr. Bernardo (PV) sustenta que sua votação é reflexo de uma trajetória individual de prestação de serviços, negando que o alinhamento partidário tenha sido o fator determinante para sua vitória.

O desafio para os próximos quatro anos será a convivência democrática entre grupos que chegam ao poder sob forte carga de enfrentamento. O deputado Francisco do PT reforçou a necessidade de manter o respeito institucional, mesmo diante da polarização, enfatizando que o embate nas urnas deve ceder espaço ao debate de propostas que atendam aos interesses da sociedade potiguar.

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