PSOL retira candidatura de Robério Paulino e declara apoio a Cadu de Lula
A decisão, aprovada pelo diretório estadual em 30 de setembro de 2026, visa consolidar o campo progressista contra o avanço de candidaturas da direita.
O diretório estadual do PSOL no Rio Grande do Norte deliberou pela retirada da candidatura de Robério Paulino ao Governo do Estado e a consequente declaração de apoio a Cadu de Lula (PT), visando unificar as forças progressistas na reta final da disputa eleitoral. A medida foi formalizada na noite de 30 de setembro de 2026, após votação que obteve ampla maioria entre os membros da legenda.
A estratégia central do partido é evitar que Álvaro Dias (PL) avance para um eventual segundo turno, configurando a candidatura de Álvaro Dias como uma representação do bolsonarismo que o PSOL busca combater. O partido fundamenta sua decisão na necessidade de assegurar no próximo estágio da eleição nomes alinhados à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Embora a decisão seja um movimento político definitivo desta instância partidária, a sigla ressalta que mantém sua independência. O apoio não impõe exigências por cargos ou compensações financeiras, sendo apresentado como um alinhamento programático. O partido pretende submeter suas pautas históricas à análise de Cadu de Lula para buscar convergências em um eventual mandato.
A trajetória de Robério Paulino, reconhecida pelo partido, é colocada em segundo plano em prol de um pragmatismo estratégico diante dos números das pesquisas. Conforme levantamento da Exatus, divulgado em 24 de setembro de 2026 e contratado pelo Grupo Agora RN, Allyson Bezerra lidera a corrida com 44,11%, seguido por Cadu de Lula com 22,52% e Álvaro Dias com 20,60%. O cenário, registrado sob o número RN-00755/2026, mostrava Robério com 0,29% das intenções de voto.
O PSOL mantém, contudo, suas críticas à gestão de Fátima Bezerra, citando discordâncias sobre o Proedi e a condução de greves de trabalhadores. A decisão de 30 de setembro de 2026 encerra um longo período de debates internos que teve início ainda em 29 de junho, quando lideranças como Samanda Alves, Sandro Pimentel e Camila Barbosa discutiram a possibilidade de uma aliança em Natal, à época sem consenso.

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