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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Rogério Marinho denuncia suposta perseguição contra Flávio Bolsonaro

O coordenador da campanha questiona a rapidez da PF no pedido de retenção de passaportes; senador teve saída do Brasil vedada pelo Supremo Tribunal Federal.

Rogério Marinho discursando na sede do PL em Brasília
Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que o senador deveria assumir a liderança da oposição ao governo Lula, mesmo que esteja fora do Brasil | Mariana Aquino/Poder360 - 27.out.2026 · Foto: Divulgação

O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a condução da investigação contra Flávio Bolsonaro (PL) ao questionar a celeridade dos órgãos de segurança pública após o término da votação. A decisão de reter os passaportes de Flávio foi solicitada pela PF apenas sete minutos após o anúncio dos resultados do 2º turno, ocorrido em 25 de outubro de 2026, fato que, segundo o parlamentar, levanta suspeitas sobre a motivação da medida judicial.

Em 27 de outubro de 2026, Rogério Marinho declarou na sede do PL, em Brasília, que a ação — autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal — sugere um caráter persecutório contra o ex-candidato à Presidência. A cautelar, que exige a entrega dos documentos de viagem e proíbe a saída do território nacional, foi concedida cerca de uma hora e meia após o requerimento policial.

A defesa política do grupo gira em torno da contestação das provas. Rogério Marinho argumenta que uma instituição financeira teria notificado, em 25 de outubro de 2026, que Flávio não possui vínculo de titularidade com a conta compartilhada com o advogado Willer Tomaz, ponto central da apuração sobre suposta lavagem de dinheiro. O congressista sustenta que tal dado fragiliza os fundamentos da decisão.

Embora a determinação judicial esteja em vigor, Flávio não efetuou a entrega dos documentos no prazo estipulado. Relatos de aliados sugerem que o senador tenha deixado o Brasil na companhia da família antes da medida, contudo, a localização permanece incerta. Rogério Marinho reafirmou que o PL não possui informações oficiais sobre o paradeiro de Flávio até a data de 27 de outubro de 2026.

Vale ressaltar que as afirmações de Rogério Marinho representam o posicionamento político da campanha e não implicam no encerramento da investigação ou na reversão automática das medidas cautelares impostas pela Justiça.

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