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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Política

Senado avança na discussão da PEC que extingue a escala 6x1

A quarta sessão de discussão ocorre nesta terça-feira, 13/10/2026, com o governo buscando celeridade para concluir a votação antes das eleições de 25 de outubro.

Fachada e interior do Senado Federal durante sessão legislativa.
Plenário do Senado em dia de votações importantes sobre temas trabalhistas. · Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

O Senado inicia nesta terça-feira, 13/10/2026, a quarta sessão de debates sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que visa extinguir a escala de trabalho 6x1. A decisão de estabelecer cinco sessões de discussão foi tomada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), como um rito preparatório antes que o texto esteja apto para a votação em primeiro turno, prevista para a quarta-feira, 14/10/2026.

A pauta carrega um impacto profundo na vida de milhões de trabalhadores, buscando oferecer maior equilíbrio entre a vida pessoal e a jornada laboral. O objetivo central é implementar dois dias de folga semanal, uma mudança que promete transformar a rotina e a saúde mental do cidadão brasileiro ao reduzir a carga horária de 44 para 40 horas semanais, caso a medida seja aprovada.

O governo federal articula internamente a coleta de assinaturas para um calendário especial. A manobra visa superar o interstício — o intervalo regimental obrigatório entre os dois turnos de votação. Sem essa celeridade, a aprovação final seria inviabilizada antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

No campo político, o embate é intenso. Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição na Casa Alta, classificou a movimentação como oportunista, atribuindo a pressa do governo a uma tentativa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de atrair eleitores. Por outro lado, há um receio estratégico na bancada do PL: votar contra a medida pode gerar um desgaste eleitoral significativo para Flávio Bolsonaro (PL), levando aliados a considerar um voto favorável para evitar danos às urnas.

Após um período de estagnação desde maio, a tramitação ganhou novo fôlego após diálogos entre Davi Alcolumbre, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Hugo Motta (Republicanos-PB) em 27 de agosto. Se aprovada, a proposta prevê uma transição gradual, com a nova escala entrando em vigor 60 dias após a promulgação pelo Congresso.

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