Tribunal Eleitoral avalia como tranquilo o pleito de 04 de outubro de 2026 no Rio Grande do Norte
Apesar de filas e ocorrências pontuais de crimes eleitorais, a Corte aponta normalidade no processo democrático que movimentou o estado.
O processo de votação no Rio Grande do Norte transcorreu com normalidade durante o pleito realizado em 04 de outubro de 2026, segundo avaliação da presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN), desembargadora Martha Danyelle Barbosa. A decisão de classificar o evento como tranquilo, proferida pela magistrada nesta segunda-feira, 05/10/2026, leva em conta a ausência de incidentes graves que exigissem intervenção extraordinária do colegiado.
O pleito, que se estendeu além das 17h em diversas seções para assegurar o direito ao voto daqueles que aguardavam nas filas, foi marcado pela alta participação, inclusive de eleitores idosos. A desembargadora Martha Danyelle Barbosa destacou que, além do exercício da cidadania, a informação de que a participação poderia servir como prova de vida junto ao INSS pode ter incentivado o comparecimento desse público às urnas.
Embora o clima tenha sido de paz, a Justiça Eleitoral e as forças de segurança registraram ocorrências pontuais. Foram confirmadas apreensões de valores em espécie destinados à suposta compra de votos e casos de boca de urna em municípios como Macau, Extremoz, São José de Mipibu, Parnamirim, Jardim de Piranhas e São Gonçalo do Amarante. Na Zona Oeste de Natal, um indivíduo foi detido pela Polícia Civil após ser flagrado com um simulacro de arma de fogo, gerando preocupação na segurança pública.
Quanto à infraestrutura técnica, um total de 19 urnas precisou ser substituído em todo o estado. O procedimento foi realizado seguindo rigorosos protocolos, garantindo que os votos registrados anteriormente fossem preservados através de mídias próprias e inseridos nos novos equipamentos sem prejuízo ao eleitor.
A presidente do TRE/RN reafirmou a maturidade eleitoral da sociedade potiguar e agradeceu o trabalho conjunto das instituições. O vice-presidente do órgão, desembargador João Batista Rebouças, e o representante do Ministério Público Eleitoral, procurador federal Fernando Rocha, corroboraram a análise de que as ocorrências, embora lamentáveis, mantiveram-se dentro da margem de normalidade prevista para um pleito de grande escala.

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