Confira quais Vereadores de São Paulo não conseguiram se eleger para a Câmara dos Deputados
Candidatos experientes ficam fora do Parlamento, enquanto sistema de quocientes define novas lideranças em São Paulo.
Um grupo de 15 vereadores do município de São Paulo enfrentou um revés nas urnas em 05/10/2026, ao não alcançarem o número de votos necessário para conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados. A decisão, consolidada com a apuração definitiva do pleito, reflete o impacto das regras do sistema proporcional, que redistribui cadeiras conforme o desempenho das legendas e o quociente eleitoral, deixando parlamentares experientes fora da legislatura federal.
Entre os nomes que não obtiveram êxito, destaca-se Janaína Paschoal (PP). Após ter registrado uma votação histórica em 2018 para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a professora de direito alcançou 46.773 votos nesta eleição, ocupando agora a posição de suplente. Situação semelhante vivem outros legisladores municipais, como Rubinho Nunes (União Brasil), Nabil Bonduki (PT) e Zoe Martínez (PL), que permanecem em suas cadeiras na Câmara Municipal até o término de seus mandatos.
O cenário oposto foi vivenciado por Lucas Pavanato (PL), que alcançou 3.038.438 votos, tornando-se o deputado federal mais votado da história de São Paulo. O desempenho de Pavanato ilustra o papel dos chamados "puxadores de votos", cuja votação expressiva garante vagas para outros correligionários dentro da mesma legenda ou federação. No caso do PL, o sucesso do candidato permitiu a eleição de diversos nomes da sigla, mesmo que estes tenham recebido menos votos individualmente do que adversários de outros partidos que ficaram de fora.
A distribuição das cadeiras depende de cálculos complexos, como o quociente eleitoral — fixado em 338.203 em São Paulo nesta eleição — e o quociente partidário. Candidatos como Rui Falcão (PT), com 106.471 votos, não figuraram entre os 70 eleitos, enquanto nomes com votações nominais inferiores, beneficiados pela média de seus partidos, garantiram assento em Brasília. A configuração final do Parlamento para o próximo período depende agora exclusivamente dos cálculos oficiais da Justiça Eleitoral sobre as sobras eleitorais.

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