ALRN lança campanha para convocar homens ao combate da violência contra a mulher
Iniciativa da ALRN busca engajar o público masculino na revisão de comportamentos para prevenir agressões, em um cenário de milhares de ocorrências no Rio Grande do Norte.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) lançou em outubro de 2026 a campanha “Violência contra a mulher é crime e só tem um culpado: nós homens”. A iniciativa, que utiliza rádio, televisão e redes sociais para alcançar a população, foi idealizada para instigar o público masculino a reconhecer sua responsabilidade direta na prevenção de abusos e na desconstrução de comportamentos que ferem a dignidade feminina.
A urgência da pauta é corroborada por números alarmantes. Durante o primeiro semestre de 2026, o Rio Grande do Norte registrou 9.803 ocorrências de violência doméstica e familiar enquadradas na Lei Maria da Penha. Os dados, extraídos da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE), da Polícia Civil, expõem um quadro de vulnerabilidade que exige intervenção imediata e mudança cultural.
Ao focar nos homens, a estratégia da ALRN ultrapassa a repressão estatal ao buscar a conscientização individual. A meta é evitar que atos abusivos, muitas vezes normalizados pela sociedade, continuem a comprometer a segurança e a integridade física e psicológica de mulheres em todo o Estado.
“O enfrentamento à violência contra a mulher exige o compromisso de toda a sociedade. Com esta campanha, a Assembleia Legislativa reforça a importância da conscientização e convoca os homens a assumir seu papel na prevenção da violência e na construção de uma sociedade baseada no respeito”, afirma o presidente da ALRN, deputado Ezequiel Ferreira.
Esta mobilização integra um histórico de ações da Assembleia. Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, a instituição promoveu a campanha “Violência doméstica: precisamos dar um basta nisso”, seguida em 2023 por “Feminicídio: tem que acabar”. Além do trabalho midiático, a ALRN tem consolidado avanços legislativos, com a sanção de dez leis entre 2025 e 2026, incluindo o selo “Proteção Delas” e o programa “RN Estado Seguro para as Mulheres”.

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