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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Cidades

MPRN investiga ocupação de vagas de concursados na Educação por temporários

Ministério Público apura possível preterição de aprovados no concurso de 2024 para cargos de Especialista de Educação na 1ª Direc.

Fachada da sede da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte
Fachada da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte, com árvores e rampa de acesso · Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um inquérito civil para investigar a possível ocupação irregular de cargos por profissionais temporários em detrimento de candidatos aprovados no concurso público de 2024. A medida, formalizada pelo promotor Oscar Hugo de Souza Ramos, da 58ª Promotoria de Justiça de Natal, visa garantir a transparência no preenchimento de vagas e o cumprimento do Edital nº 01/2024-SEAD/SEEC, assegurando o direito legítimo dos aprovados à nomeação.

A decisão, datada de 29 de outubro de 2026, foi motivada pela insuficiência de dados fornecidos pela Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte (SEEC). Em resposta ao Ofício nº 2715/2026, a pasta não detalhou o quantitativo de cargos vagos decorrentes de aposentadorias, exonerações ou falecimentos, o que impede a fiscalização sobre a real necessidade de contratações temporárias em vez da convocação dos concursados.

O foco da apuração recai sobre os cargos de Especialista de Educação, na área de Suporte Pedagógico, vinculados à 1ª Diretoria Regional de Educação e da Cultura (Direc), que atende a região de Natal. O inquérito civil é um procedimento de natureza preparatória que permite ao MPRN reunir provas, sendo passível de desdobramentos judiciais caso sejam confirmadas irregularidades administrativas ou desvio de função.

O histórico do caso remete a 1º de julho de 2026, quando a questão foi inicialmente tratada como uma Notícia de Fato. Devido ao esgotamento do prazo de 120 dias para diligências preliminares e à persistência das pendências informativas, o procedimento foi convertido para o formato atual. A qualidade do ensino público, que depende diretamente da estabilidade e regularidade do corpo técnico, figura como o pilar central da preocupação ministerial, conforme preceitua a Constituição.

Para solucionar o impasse, uma audiência extrajudicial foi agendada para 24 de novembro de 2026. Foram convocados a secretária adjunta de Educação e o coordenador de Administração de Pessoal e Recursos Humanos (Coaprh) da SEEC para prestar esclarecimentos sobre a composição do quadro de pessoal e as condições de trabalho na 1ª Direc.

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